Taxa de desemprego da América Latina e Caribe deve subir 0,2%

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Estimativa da Cepal e da OIT é de que desemprego chegue a 6,2% este ano; causa seria panorama econômico "desencorajador"; taxa urbana de emprego na região deve cair pelo terceiro ano consecutivo.

Estudo prevê que taxa de desemprego da América Latina e Caribe deve subir 0,2% em 2015. Foto: Banco Mundial/Thomas Sennett

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A taxa de desemprego da América Latina e Caribe deve subir 0,2% em 2015, revela um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, e da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O panorama econômico considerado "desencorajador" para este ano deve, provavelmente, gerar um pequeno aumento na taxa de desemprego regional para 6,2%, de 6% em 2014.

Desaceleração

Em uma nova edição de sua publicação conjunta, "A situação de emprego na América Latina e no Caribe", ambas as instituições indicam que a média calculada em 1% de expansão da atividade econômica da região não será suficiente para reverter o processo de desaceleração que começou em 2011.

A estagnação do Produto Interno Bruto, PIB, per capita, deve enfraquecer a demanda por trabalho e, portanto, a criação de emprego assalariado. Por essa razão, um declínio na taxa urbana de emprego na região é esperado pelo terceiro ano consecutivo.

O relatório diz que, em nível regional, o declínio na participação laboral visto em 2014 não deve se repetir com a mesma intensidade em 2015. O conceito significa a proporção da população em idade ativa que participa da força de trabalho, seja empregada ou desempregada.

Desemprego

Isso deve levar a um maior desemprego aberto, em níveis semelhantes ao vistos em 2013.

No prólogo do documento, a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, e a diretora regional para América Latina e Caribe da OIT, Elizabeth Tinoco, afirmam que "não é esperado que a situação do mercado de trabalho em 2015 seja especialmente conducente à redução da pobreza e desigualdade".

Avanços

O relatório indica que durante a maior parte da década passada e no início desta, a região teve importantes avanços na redução da pobreza e distrubuição de renda, em um contexto global caracterizado por desigualdade crescente.

Estas melhorias foram devidas a tendências positivas no mercado de trabalho, como a criação "robusta" de emprego assalariado e redução de lacunas de renda.

Outros fatores incluem políticas públicas sobre questões trabalhistas, como salário mínimo, formalização e inspeção, e questões não trabalhistas, como expansão dos sistemas de proteção social e educação.

Performance

A primeira parte do documento analisa o desempenho da região no setor em 2014. A publicação atribui o declínio na taxa de desemprego vista no ano passado ao "comportamento atípico" dos mercados de trabalho na Argentina, Brasil e México, mais especificamente à queda acentuada em suas taxas de participação laboral.

O relatório examina ainda a expansão da proteção social, no contexto de altos graus de informalidade na região. O estudo indica que, de uma perspectiva de direitos, a universalização da proteção social é "essencial" para ajudar a construir sociedades onde a igualdade é o objetivo final das estratégias de desenvolvimento.

Leia Mais:

Cepal: governos e especialistas ressaltam financimento para desenvolvimento

Entrevista: Antonio Prado

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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