Tanzânia sem registo de morte de burundeses devido à cólera

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Atualização aponta registo de mais de 4,4 mil casos; OMS diz que crise ainda está longe do fim; persistem desafios de acesso à água, às condições sanitárias e aos serviços básicos de saúde.

Acnur está a fornecer água limpa como uma das respostas para o surto de cólera na Tanzânia. Foto: Acnur/B.Loyseau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os acampamentos de refugiados burundeses na Tanzânia não registaram mortes devido à cólera desde quinta-feira passada.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que até o momento foram diagnosticados 4.408 casos da doença. A informação foi dada  com base na mais recente atualização.

Alto Risco

A “aparente melhoria” do cenário é atribuída aos esforços nacionais e internacionais intensivos para deter o surto. Mas a agência da ONU adverte para um risco de transmissão ainda alto devido ao acesso limitado a abrigos, aos sanitários, à água e aos cuidados médicos essenciais.

A entrada dos burundeses à Tanzânia continua a ser mais intensa a partir das vilas fronteiriças de Kagunga e de Manyovu. Os outros pontos são considerados não oficiais.

Pressão

O representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, na Tanzânia disse que houve uma mudança em termos da pressão populacional para os acampamentos de refugiados do Estádio Tanganhica e Nyarugusu.

Para Rufaro Chatora, os locais registaram um aumento repentino de pessoas, que levou ao "acesso muito limitado” à água potável, ao agravamento das condições sanitárias e à falta de serviços básicos de saúde.

Entre os grupos mais vulneráveis estão grávidas, crianças, idosos e os precisam de atenção especial como as pessoas que vivem com HIV/Sida ou com doenças crónicas. Vários refugiados também são afetados pela malária, enquanto outros não têm acesso aos medicamentos para tratá-la.

Coordenação

Chatora disse que é necessário reforçar os mecanismos de coordenação e aumentar a prestação de serviços de saúde além da oferta de abrigos, alimentos, água e proteção às populações de alto risco.

O representante prevê que nos próximos dias seja intensificada a resposta, o tratamento e prevenção da cólera. A ideia é assegurar também o abastecimento adequado de medicamentos, suprimentos e melhorar o acesso à água potável.

Apesar da redução do número de casos de cólera, a OMS considera que a crise ainda está longe do fim e que os desafios significativos possam continuar.

Em termos de chegadas de burundeses, foram registados 40.519 refugiados em Nyarugusu, 5.929 em Kagunga e cerca de 4 mil no Estádio Tanganhica. O local regista chegadas e partidas rápidas.

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