Sudão do Sul e RD Congo entre os países com maior número de desalojados

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Relatório do Conselho Norueguês de Refugiados tem o apoio de agência da ONU; 38 milhões de pessoas são deslocadas internas devido a conflitos ou violência; 60% está no Iraque, Sudão do Sul, Síria, RD Congo e Nigéria.

Refugiados sul-sudaneses na Etiópia. Foto: Acnur/P.Wiggers

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho Norueguês de Refugiados lançou esta quarta-feira, na sede da ONU em Genebra, o seu relatório "Visão Global 2015: Pessoas deslocadas internamente por conflito e violência".

O estudo tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados, Acnur. Um recorde de 38 milhões de pessoas estão desalojadas dentro de seu próprio país, um total equivalente aos habitantes de Londres, Nova Iorque e Pequim juntos.

Sudão

Deste total, 11 milhões tornaram-se deslocados internos no ano passado. E 60% dessas pessoas estão em apenas cinco países: Iraque, Sudão do Sul, Síria, República Democrática do Congo, RD Congo, e Nigéria.

Segundo o relatório, o Sudão tem 3,1 milhões de civis a viver como deslocados internos, enquanto na RD Congo são mais de 2,7 milhões de pessoas. Outras nações africanas com mais de 1 milhão de pessoas que fugiram de suas casas pela violência são: Sudão do Sul, Somália e Nigéria.

África Central

Em geral, a África Subsaariana tem 11,4 milhões de deslocados internos em 22 países, sendo a África Central a região afetada de forma pior com novos desalojados, a abrigar 70% dos deslocados da África Subsaariana.

O relatório do Conselho Norueguês de Refugiados destaca ainda que mais de 3 milhões de pessoas se viram forçadas no ano passado a fugir do conflito na República Centro-Africana, na RD Congo, no Sudão do Sul e no Sudão.

Boko Haram

Outro factor de peso para novos deslocamentos foi a campanha dos rebeldes nigerianos Boko Haram para "estabelecer um estado islâmico independente no nordeste da Nigéria",  nas palavras dos autores do estudo.

A Síria, país que está em confronto há mais de quatro anos, lidera a lista, com 7,6 milhões de deslocados internos. O alto-comissário assistente da Agência da ONU para Refugiados, Volker Türk, destacou que "quanto mais longo um conflito, mais inseguros ficam os habitantes do país e quando estes perdem as esperanças, acabam por cruzar fronteiras, tornando-se refugiados".

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