Relatório afirma que OMS fracassou em conter epidemia de ebola

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Documento preparado por painel independente diz ainda que agência da ONU tem de fazer grandes mudanças para prevenir tragédias similares no futuro; grupo de especialistas avaliou resposta da organização ao surto.

Documento concluiu que a OMS fracassou em conter a epidemia de ebola. Foto: OMS

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório preparado por um painel de investigadores independentes concluiu que a Organização Mundial da Saúde, OMS, fracassou em conter a epidemia de ebola.

Os especialistas afirmaram que a organização terá de fazer grandes mudanças para prevenir a ocorrência de tragédias parecidas no futuro.

Definição

A investigadora chefe, Barbara Stocking, classificou o surto de ebola como "um momento de definição" para a OMS e disse que a agência terá de trabalhar muito para conquistar novamente a confiança das pessoas.

Stocking criticou a OMS e os Estados-membros por não reconhecerem que a epidemia era muito pior do que em surtos anteriores.

Segundo ela, a crise teria sido muito melhor combatida se a agência tivesse implementado as melhorias sugeridas após a pandemia de gripe influenza H1N1, em 2009.

A autora do relatório criticou também algumas das mensagens públicas da OMS, que diziam, por exemplo que o "ebola mata". Ela explicou que a percepção das comunidades foi a de que "se a doença mata e não há nada que possa ser feito, por que levar os pacientes para os centros de tratamento?".

Falta de Fundos

Stocking afirmou que a OMS precisa trabalhar mais com as organizações parceiras para reduzir a burocracia. Ela mencionou que a falta de fundos para as operações continua sendo uma das questões-chave.

Ao mesmo tempo a investigadora chefe disse que o trabalho da OMS para declarar emergência global de saúde foi prejudicado pela "grande dificuldade de obter os dados dos países atingidos pelo surto".

Ela declarou que os países demoraram em anunciar uma emergência pública de saúde temendo o impacto que isso fosse causar em suas economias quando as fronteiras fossem fechadas e o comércio interrompido.

O problema, segundo a chefe do painel de investigação, é que os governos precisam ser encorajados a dizer quando têm um problema desse tipo. Segundo ela, uma cobertura de seguro pode ser uma ideia interessante para resolver a situação no futuro.

Barbara Stocking pediu ainda aos países que melhorem as operações de prontidão para epidemias já que muitos deles não estavam preparados para lidar com uma emergência de saúde pública.

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