PMA saúda contributo de € 13 milhões da União Europeia para o Sudão do Sul

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Valor será aplicado na compra de alimentos, logística e transporte aéreo; agência da ONU fala de níveis mais altos de pobreza e de vulnerabilidade devido ao conflito.

Entrega de alimentos no Sudão do Sul. Foto: PMA

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, saudou esta sexta-feira a contribuição de € 13 milhões da União Europeia para ajudar na entrega de assistência essencial aos afetados pelo conflito no Sudão do Sul.

A agência destaca que € 10 milhões serão canalizados para assistência alimentar de emergência aos que foram deslocados ou atingidos de alguma forma pelos combates. A prioridade serão os estados de Jonglei, do Alto Nilo e de Unidade.

Deslocados

O valor também será investido para proteger áreas civis e outros locais que acolhem um grande número de deslocados internos.

Após agradecer ao bloco europeu, a representante e diretora do PMA no país, Joyce Luma, disse tratar-se de um sinal de que o mundo não se esqueceu dos milhões de necessitados no mais novo país africano.

Os fundos serão usados para comprar produtos como sorgo, sal e suplementos nutricionais especiais para ajudar a prevenir e tratar a desnutrição infantil.

Assistência

Cerca de € 2 milhões da doação serão aplicados na logística para a coordenação e transporte de suprimentos de emergência pela comunidade humanitária no Sudão do Sul. O outro € 1 milhão será atribuído ao Serviço Aéreo de Ajuda Humanitária, Unhas.

O tipo de transporte é considerado fundamental para o trabalho de assistência no Sudão do Sul, especialmente porque a maioria das estradas do país fica intransitável durante a estação chuvosa de maio a outubro.

Operações Humanitárias

A agência disse que a União Europeia, o seu segundo maior doador, concedeu cerca de US$ 50 milhões para as suas operações e serviços de gestão desde o início do conflito há quase um ano e meio.

Entre as consequências dos combates estão o deslocamento de 2 milhões de pessoas, os prejuízos à agricultura, ao comércio e na atividade diária dos sul-sudaneses.

O PMA defende que o aumento da insegurança alimentar afeta milhões de pessoas com o início da época de escassez, este mês. A agência diz haver dificuldades económicas que expõem um número cada vez maior de sul-sudaneses a níveis mais altos de pobreza e de vulnerabilidade.

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