ONU quer acabar com mortes causadas por doenças evitáveis

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Secretário-geral e líderes mundiais discutem ação para melhorar a saúde e solucionar o problema no prazo de uma geração; objetivo é criar forte compromisso e apoio político para a "Estratégia Global para a Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes".

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e líderes de mais de 30 países se reuniram esta quinta-feira em Nova York para debater um plano de ação que ponha um fim às mortes causadas por doenças que podem ser evitadas.

O objetivo é criar um forte compromisso e apoio político para a "Estratégia Global para a Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes", que será lançada em setembro.

Geração

Um das metas é melhorar a saúde de mulheres, crianças e adolescentes e acabar com o problema no prazo de uma geração.

O encontro reúne até esta sexta-feira, representantes de governos, do setor privado, da sociedade civil, ativistas e de agências da ONU de mais de 30 países.

O secretário-geral disse que "mulheres, crianças e adolescentes são as fontes mais poderosas de uma mudança transformadora e sustentável".

Ban afirmou que "no prazo de uma geração, todos têm a oportunidade histórica de criar um mundo onde mulheres, crianças e adolescentes não somente sobrevivam a doenças que poderiam ser evitadas, mas que possam atingir seu potencial máximo".

Criação

O chefe da ONU disse que desde a sua criação, em 2010, a parceria "Cada Mulher, Cada Criança" tem sido uma das que mais cresceu no setor de saúde pública.

Foram feitos mais de 400 compromissos para melhorar a saúde desse grupo entre mais de 300 parceiros espalhados pelo mundo.

Segundo Ban, US$ 34 bilhões, o equivalente a R$ 102 bilhões, foram usados em programas de combate à Aids, cuidado materno, planejamento familiar e vacinação infantil, entre outros.

Através dessa parceria, o secretário-geral afirmou que 2,4 milhões de vidas de mulheres e crianças foram salvas nos 49 países onde a iniciativa foi implementada.

Avanços

Apesar dos avanços, o chefe da ONU declarou que milhões de mulheres, crianças e adolescentes continuam sofrendo e morrem de doenças que poderiam ser evitadas.

Ele cita que 800 mulheres ainda morrem diariamente devido a problemas na gravidez ou no parto. A maioria dos óbitos ocorridos entre mães e crianças menores de cinco anos pode ser evitada.

Por isso, Ban diz que o apoio político é fundamental nos mais altos níveis, especialmente quando a nova agenda de desenvolvimento está sendo negociada.

Para o secretário-geral, "a melhora da saúde e do bem-estar de mulheres, crianças e adolescentes é um dos principais investimentos que as sociedades podem fazer".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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