ONU: epidemia de cólera na Tanzânia está diminuindo

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De acordo com o Acnur, não há registros de novos casos desde quinta-feira; surto causou 30 mortes este mês.

No total, 4.408 casos de cólera foram relatados até o momento na Tanzânia. Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que a epidemia de cólera na Tanzânia, gerada pelo grande fluxo de refugiados fugindo do Burundi, matou 30 pessoas neste mês. No entanto, desde a última quinta-feira nenhum novo caso foi registrado.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz da agência disse que a redução nos casos relatados é, em grande parte, resultado da abordagem conjunta para conter a propagação do surto através da intensificação das medidas de higiene.

Melhora

Ainda segundo Adrian Edwards, a situação está melhorando, mas resolvê-la completamente pode levar várias semanas.

No total, 4.408 casos foram relatados até o momento. O número de novas infecções caiu para 100 por dia, de um pico de 915 em 18 de maio.

As mortes foram na cidade de Kigoma, no lago Tanganyika, nas aldeias próximas de Kagunga e Nyarugusu e entre pessoas sendo transportadas de barca pela região.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, o representante da Organização Mundial da Saúde, OMS,  na Tanzânia mencionou que apesar de melhora "significativa, especialmente em Kagunga, a crise permanece difícil".

Rufaro Chatora,  afirmou que a rápida resposta das agências da ONU, do Ministério da Saúde e Bem-Estar Social e outros parceiros, contribuiu muito para a redução do número de casos de cólera. No entanto, ele afirmou que "a crise ainda está longe do fim e desafios significativos permanecem à frente".

Refugiados

Desde o início de abril, cerca de 100 mil burundineses fugiram de seu país, buscando segurança nos vizinhos República Democrática do Congo, Ruanda e Tanzânia.

Com a situação permanecendo tensa no Burundi, agências humanitárias temem que o número de refugiados possa dobrar nos próximos seis meses.

A OMS confirmou que o surto de cólera de fato melhorou, mas alertou que o risco de transmissão permanece "alto por causa do acesso limitado a abrigo, saneamento, água e assistência médica básica".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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