Angola: ONU chama atenção para mortes em Huambo

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Escritório de Direitos Humanos cita "relatos alarmantes" do incidente e está a trabalhar para ter um número oficial de pessoas que perderam a vida; governo teria confirmado a morte de nove policiais e de 13 civis no confronto na Serra Sumé.

Bandeira de Angola.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório de Direitos Humanos da ONU está a chamar a atenção para "relatos alarmantes" de um alegado massacre que teria ocorrido na província de Huambo, região central de Angola.

Numa nota divulgada esta terça-feira, o escritório explica estar a trabalhar para conseguir mais informações sobre o incidente, uma vez que os factos não estão muito claros, especialmente no que diz respeito ao número de mortes.

Seita

Segundo o governo angolano, nove polícias e 13 civis foram mortos num confronto na Serra Sumé. Na ocasião, a polícia estava a tentar prender o líder da seita religiosa "Luz do Mundo".

Mas outros relatos sobre o incidente afirmam que centenas de seguidores da seita teriam sido assassinados. O Escritório de Direitos Humanos chama a atenção ainda para relatos que sugerem que o total de mortos passe de mil.

Investigação

A representação da ONU está muito preocupada com editoriais e relatos da média que condenaram a seita, o que pode ter levado integrantes do grupo e as suas famílias a se esconderam com medo de mais violência.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU já está informado sobre um inquérito do governo de Angola sobre o incidente. Neste sentido, o órgão faz um apelo por uma investigação independente e completa, que possa apontar os responsáveis pelas mortes.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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