ONU alerta que refugiados do Burundi chegam a 105 mil

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Alto Comissariado das Nações Unidas informa que maioria fugiu para Tanzânia, seguida por Ruanda e República Democrática do Congo; Escritório de Direitos Humanos pediu que partes evitem ações que coloquem em risco vida da população civil.

Refugiados burundeses. Foto: Acnur/K.Holt

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O escritório do alto comissário da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que 105 mil pessoas fugiram do Burundi devido ao clima de incerteza após o fracassado golpe militar.

A agência disse que a maioria seguiu para Tanzânia, seguida por Ruanda e República Democrática do Congo. Além disso, foram registrados casos de violências esporádicas na capital, Bujumbura.

Calma

Já o Escritório de Direitos Humanos pediu calma a todas as partes, incluindo forças armadas e grupos independentes mantenham a calma e evitem ações que possam colocar em risco a vida da população civil.

Segundo a ONU, há um risco claro de uma “instabilidade prolongada ou de algo pior no Burundi, em caso de represálias violentas.

O escritório do chefe dos Direitos Humanos da ONU anunciou ter recebido relatos de inúmeros ataques aos meios de comunicação públicos e privados e da destruição de estações de rádio e de televisão. Essas ações colocaram em perigo a vida dos jornalistas que ainda estavam nesses locais.

O órgão pede que sejam reabertos todos os meios de comunicação e também respeitada a independência dos jornalistas, com vista à garantia de sua segurança juntamente com a dos defensores dos direitos humanos.

Ativista

Um dos exemplos citados é o de um dos principais ativistas no Burundi. Pierre-Claver Mbonimpa  teve que se esconder depois de receber ameaças de morte.

O escritório adverte que os que incitam ou têm envolvimento em atos de violência podem ser alvos de um processo judicial por organismos judiciais competentes.

A outra preocupação é com uma crise humanitária maior causada pela instabilidade política e pela intimidação dos civis.

Ao citar o aumento significativo de refugiados nos países vizinhos, o Escritório de Direitos Humanos destaca o agravamento das condições sanitárias em alguns locais que abrigam muitos refugiados como em Kagunga, na Tanzânia.

Prisão

Agências de notícias anunciaram a prisão de três participantes no fracassado golpe contra o presidente Pierre Nkurunziza e que o líder da ação ainda está desaparecido.

Os relatos indicam que o presidente já regressou ao Burundi depois de ter passado pela Tanzânia.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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