ONU alerta que alta em casos de cólera coloca Haiti na direção da crise

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Coordenador das Nações Unidas para a doença afirmou que o país enfrenta a pior epidemia da história recente; Pedro Medrano Rojas disse que 9 mil pessoas morreram e mais de 735 mil foram infectadas desde 2010.

Segundo coordenador da ONU, Haiti enfrenta a pior epidemia de cólera da história recente. Foto: Unamid/Albert González Farran

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador sênior da ONU para resposta ao cólera no Haiti, Pedro Medrano Rojas, alertou que o aumento de casos da doença coloca o país na direção de uma crise humanitária.

Em uma carta aberta divulgada esta quarta-feira, Medrano Rojas afirmou que o Haiti enfrenta a pior epidemia do cólera na história recente, com 9 mil mortes e mais de 735 mil pessoas infectadas desde outubro de 2010.

Comunidade Internacional

O coordenador da ONU disse que entre janeiro e março foram registrados mais de 12 mil casos da doença e o país pode atingir 50 mil até o fim do ano.

Ele afirmou que os novos casos da doença passaram de mil por mês para mil por semana.

Medrano Rojas pediu a ajuda da comunidade internacional e lembrou que o país continuará necessitando assistência estrangeira por muito anos.

O representante da ONU declarou que a falta de recursos levou ao fechamento de 91 dos 250 centros de tratamento do país. Segundo ele, são necessários US$ 36 milhões para garantir a resposta humanitária no Haiti até dezembro.

Medrano Rojas afirmou que o Haiti está em desvantagem como o país mais pobre da América Latina e um dos mais pobres do mundo. O sistema de saúde é limitado e o saneamento básico cobre apenas uma em cada quatro pessoas.

Desafios

Apesar dos desafios, o coordenador da ONU disse que o país tem registrado mudanças positivas desde o terremoto de 2010, como por exemplo o número de deslocados caiu de 1,5 milhão para 65 mil.

Além disso, as matrículas nas escolas primárias atingiram 88%. Em 2012, o Haiti conseguiu bater a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sobre a redução da taxa de crianças menores de cinco anos que estão abaixo do peso normal.

Medrano Rojas afirmou que o cólera pode ser eliminado no Haiti. Ele disse que os planos estão prontos, assim como a coordenação com o governo.

Para o representante da ONU, o necessário agora é um forte compromisso da comunidade internacional.

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