ONU afirma que 8,2 milhões precisam de ajuda humanitária no Iraque

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Alerta foi feito pela subsecretária-geral Valerie Amos em pronunciamento no Conselho de Segurança; ela disse que "conflitos, ataques e intimidações contra civis continuam atormentando o país".

Valerie Amos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, afirmou, esta quinta-feira, que 8,2 milhões de iraquianos precisam de ajuda.

Em pronunciamento feito no Conselho de Segurança, Amos disse que desde a última vez em que esteve no local, em novembro do ano passado, o número de pessoas que necessitam de ajuda humanitária aumentou em mais da metade. Na época eram 5 milhões.

Ataques e Intimidação

Além disso, ela declarou o Iraque abriga 250 mil refugiados sírios.

Amos explicou aos integrantes do Conselho de Segurança que conflitos, ataques específicos contra civis e intimidação, geralmente seguindo as linhas sectárias ou étnicas, "continuam atormentando o país".

A subsecretária-geral citou também os deslocamentos forçados e deu como exemplo a cidade de Ramadi, onde 120 mil pessoas fugiram no mês passado por causa da violência.

Ela está preocupada com o bem-estar de milhões de iraquianos que vivem em regiões fora do controle do governo, incluindo as que estão sob o comando do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Água e Comida

Amos lembrou que em junho completará um ano do ataque contra Mossul e a propagação do Isil pelo país. Segundo ela, alguns dados mostram a piora da situação nessas áreas, entre os problemas estão falta de acesso à água potável, assistência médica e comida.

A chefe humanitária da ONU disse que os direitos humanos continuam sendo violados no Iraque. Ela afirmou que mulheres e meninas sofrem com violência sexual, abusos físicos e escravidão.

Amos declarou que uma geração inteira de crianças está em risco por causa do conflito. Elas foram recrutadas por grupos armados, usadas como homens-bomba e expostas a um nível profundo de violência.

A subsecretária-geral afirmou que o panorama humanitário no Iraque "continua profundamente preocupante". Segundo Amos, o número de pessoas que necessitam de ajuda aumentou sete vezes e deve subir ainda mais até o final do ano.

Ampliar Ajuda

Ela disse ao Conselho de Segurança que é preciso fazer mais para proteger os civis iraquianos. A comunidade internacional deve ampliar a ajuda para que chegue às pessoas afetadas por todo o país.

Amos declarou que o problema humanitário no Iraque exige uma ação coletiva. Ela afirmou que a assistência humanitária sozinha não vai solucionar a crise no país.

Amos deixou claro que os conflitos de segurança e políticos precisam ser resolvidos para pôr um fim aos deslocamentos e ao sofrimento de boa parte da população iraquiana.

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