OMS vai criar programa único para emergências de saúde

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Diretora-geral da agência disse que plano vai dar mais velocidade, flexibilidade e rapidez nas operações; Margaret Chan afirmou que "sistema terá metas que devem ser cumpridas em 24, 48 e 72 horas e não meses".

Margaret Chan na abertura da 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. Foto: OMS

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Margaret Chan, disse que a agência está criando um programa único para enfrentar emergências.

O anúncio foi feito esta segunda-feira na abertura da 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

Velocidade

Chan afirmou que o novo plano vai dar mais velocidade, flexibilidade e um rápido impacto nas operações.

A diretora-geral da OMS declarou que "o novo programa terá metas de desempenho que devem mostrar o que está acontecendo em 24, 48 e 72 horas e não meses".

Segundo Chan, um dos principais objetivos dessa iniciativa é "o fortalecimento da capacidade de resposta nacional".

As parcerias com agências da ONU e outros são fundamentais, como por exemplo, com o coordenador de Assuntos Humanitários, com o Fundo para a Infância, Unicef e com o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Nesta lista estão ainda a Cruz Vermelha e a ONG "Médicos Sem Fronteiras".

Equipes Médicas

Chan explicou que a ideia é ter equipes médicas e humanitárias prontas para agir rapidamente no caso de crises nacionais ou internacionais. Esses grupos poderão atuar no combate a epidemias e na ajuda em desastres naturais, como o terremoto no Nepal, recentemente.

A chefe da OMS estabeleceu um fundo de contingência de US$ 100 milhões, o equivalente a quase R$ 300 milhões, para garantir os recursos iniciais necessários de uma resposta de emergência.

Dois outros pontos importantes do novo programa são a criação de uma força de emergência de saúde global, fortalecendo a base de operações e reforçando o treinamento do pessoal. E, finalmente, um novo processo com o setor privado para facilitar uma resposta rápida e eficaz.

Ebola

Lembrando do surto de ebola na África, Chan disse que nunca mais quer ver a OMS enfrentando uma situação em que não esteja preparada. Ela espera que todas essas mudanças sejam implementadas até o fim do ano.

A chefe da OMS disse que além do ebola, várias outras epidemias preocupam, como o Sars, a gripe influenza aviária H7N9 e o coronavírus-Mers. Ela citou que a gripe aviária H5N1, outro tipo da doença, continua sendo uma ameaça.

Olhando para o futuro, Margaret Chan declarou que a comunidade internacional deve finalizar a Agenda de Desenvolvimento Sustentável pós-2015, que será adotada em setembro.

Ela explicou que a nova proposta tem, atualmente, 17 objetivos e 169 alvos específicos.

Avanços

A chefe da OMS citou alguns avanços conquistados no setor de saúde até agora. Segundo ela, o índice de mortes maternas e infantis está caindo mais rápido do que nunca, principalmente na África Subsaariana.

A luta contra a Aids atingiu um marco no ano passado quando o número de pessoas que recebem o coquetel de remédios antirretrovirais superou o número de novas infecções.

No caso da malária, Chan afirmou que as intervenções da OMS contribuíram para uma queda de 47% na mortalidade causada pela doença entre 2000 e 2013. Foi possível evitar 4,3 milhões de mortes durante esse período.

Da mesma forma, a chefe da agência da ONU disse que foi possível evitar também a morte de 37 milhões de pessoas de tuberculose.

Margaret Chan deixou claro que nenhuma iniciativa global de saúde pode atingir melhoras duradouras sem um sistema de saúde que funcione bem.

Segundo ela, a defesa mundial contra a ameaça de doenças infecciosas só vai estar garantida quando mais países incluírem vigilância, laboratórios e capacidade de resposta como parte integral de seus sistemas de saúde.

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