OMS: resultados globais sobre progressos das metas de saúde são mistos

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Relatório Estatísticas Mundiais da Saúde confirma que Objetivos do Milênio sobre HIV, malária, tuberculose e acesso à água potável serão cumpridos até dezembro; redução da mortalidade materna e infantil não será suficiente.

O relatório Estatísticas Mundiais da Saúde foi baseado em dados de 194 países. Foto: OMS/A. Khan

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Termina neste ano o prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, conjunto de oito metas criados pelos governos e ONU em 2000.

Nesta quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou um balanço sobre progressos dos objetivos relacionados ao setor de saúde. O relatório Estatísticas Mundiais da Saúde foi baseado em dados de 194 países e segundo a agência, os resultados são mistos.

Água e Nutrição

Se as tendências continuarem, até o fim do ano o mundo terá atingido as metas relacionadas às epidemias de HIV, malária e tuberculose e ao aumento do acesso à água potável.

Outro progresso foi no campo da redução da desnutrição infantil. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, declarou que "as Metas do Milênio têm sido boas para a saúde pública, gerando atenção política e fundos necessários para mudanças no setor".

Mortes Maternas

Desde 1990, as mortes de crianças quase caíram pela metade: de 90 mortes a cada mil nascimentos para 46 mortes a cada mil nascimentos. Mas o avanço não é suficiente para alcançar a meta de reduzir a taxa de mortes infantis em dois terços.

Entre 1990 e 2013, o Brasil conseguiu reduzir em 77% as taxas de mortalidade entre crianças menores de cinco anos. No mundo, complicações no parto, pneumonia, asfixia ao nascer e diarreia são as principais causas de morte nessa faixa etária.

O número de mulheres que morrem durante o parto também caiu pela metade, mas o objetivo mundial era reduzir as mortes em 75% até o fim deste ano. O Brasil não alcançou a meta, porque reduziu a taxa de mortalidade materna em 43%.

Expecativa de Vida

O relatório da OMS mostra que menos de 64% das grávidas do mundo conseguem fazer quatro consultas de pré-natal, o mínimo recomendado pela agência da ONU.

Em alguns países, mais de um terço dos nascimentos ocorrem via cesárea; no Brasil 56% dos partos são cesariana.

A expectativa de vida ao nascer subiu em média seis anos tanto para homens e mulheres. O resultado do Brasil foi melhor ainda: a expecativa de vida dos brasileiros passou dos 66 anos, em 1990, para 75 anos em 2013.

Saneamento

Sobre a epidemia de HIV, o balanço não traz dados específicos sobre o Brasil. Mas no mundo, quase 13 milhões de pessoas com o vírus recebem tratamento antiretroviral, sendo que a maioria vive em países de rendas baixa e média.

Mas de acordo com o balanço, será difícil o mundo alcançar a Meta do Milênio sobre acesso ao saneamento básico. Cerca de 1 bilhão de pessoas ainda são obrigadas a fazer suas necessidades ao ar livre ou próximo de fontes de água. A falta de saneamento pode causar diarreia, cólera ou hepatite. No Brasil, 81% da população têm acesso a fontes melhoradas de saneamento.

O relatório Estatísticas Mundiais da Saúde é publicado todos os anos pela OMS. Ao divulgar o documento, a agência da ONU lembrou que já estão sendo preparado o novo conjunto de metas globais, focadas no desenvolvimento sustentável e que vão valer até 2030.

Segundo a OMS, a nova agenda precisa incluir maneiras de combater o aumento de doenças crônicas, como diabetes e doenças do coração.

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