OMS e Acnur lançam estratégia para tratar doença mental

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Objetivos das agências da ONU é prestar assistência a 80 milhões de pessoas que estão sofrendo o impacto de emergências humanitárias no mundo; calcula-se que até 10% desse total sofram de algumas condições, como a depressão.

Tratamento para pacientes com problemas mentais. Foto: OMS

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, divulgaram esta terça-feira um novo guia sobre saúde mental em regiões de emergência humanitária.

Segundo a ONU, aproximadamente 80 milhões de pessoas estão sofrendo o impacto dessas crises devido a desastres naturais ou conflitos, como na República Centro-Africana, no Sudão do Sul, na Síria, no Iêmen, e mais recentemente, no Nepal.

Tratamento Especializado

A OMS calcula que entre 5% e 10% dessas pessoas sofram de alguns problemas de saúde mental, por exemplo, depressão.

As agências afirmam que esse grupo, que pode chegar até 8 milhões de pessoas, raramente tem acesso a tratamento especializado.

Por isso, a OMS e o Acnur prepararam o guia que dará aos trabalhadores de saúde não especializados uma chance maior de identificar e tratar dos pacientes com problemas mentais.

O documento fornece recomendações práticas para identificar condições que envolvem abuso de substâncias químicas e questões neurológicas. Será possível diagnosticar pessoas que sofrem de estresse agudo, sofrimento e depressão moderada ou severa.

Estresse Pós-Traumático

Os trabalhadores de saúde terão condições de identificar também transtorno de estresse pós-traumático, casos de epilepsia e o uso nocivo de álcool e drogas.

As agências disseram que a maioria das pessoas em situações de emergências humanitárias apresenta sintomas de sofrimento agudo.

Mas os especialistas lembram que essas crises podem levar a condições mais sérias como o transtorno depressivo, transtorno de estresse pós-traumático ou transtorno de dor prolongada.

Segundo a OMS, todos esses problemas podem prejudicar gravemente a rotina diária de qualquer um.

Tanto a Organização Mundial da Saúde como o Alto Comissariado para Refugiados esperam que todos os parceiros humanitários da ONU usem o novo guia para reduzir o sofrimento dessas pessoas.

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