OIT: apenas 25% dos trabalhadores no mundo tem relação de emprego estável

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Dados estão em novo relatório da agência da ONU; segundo o documento, mais de 60% de todos os trabalhadores não têm nenhum tipo de contrato de trabalho.

Panorama Social e de Emprego Mundial 2015. Foto: OIT/Nadia Bseiso

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, afirma que apenas um quarto dos trabalhadores em todo o mundo tem uma relação de emprego estável.

O Panorama Social e de Emprego Mundial 2015 mostra que entre os países com dados disponíveis, três quartos dos trabalhadores são empregados em contratos temporários ou de curta duração, em empregos informais, são profissionais liberais ou têm empregos familiares não remunerados.

Força de Trabalho

Os dados disponíveis cobrem 84% da força de trabalho global. Mais de 60% de todos os trabalhadores não têm nenhum tipo de contrato de trabalho, com a maioria deles atuando como profissionais liberais ou em trabalho familiar nos países em desenvolvimento.

No entanto, mesmo entre os trabalhadores assalariados, menos da metade, 42%, estão trabalhando com contrato permanente.

Tendências

A primeira edição do novo relatório anual "A Natureza em Mudança dos Empregos", em tradução livre, mostra que o emprego assalariado está crescendo em todo o mundo. Mas isto representa apenas metade dos empregos globais, com grandes variações entre as regiões.

Em economias desenvolvidas e no sudeste e centro da Europa, por exemplo, cerca de oito em 10 trabalhadores é empregado. No sul da Ásia e África Subsaariana, o número seria mais próximo de dois em cada 10.

Outra tendência atual, segundo o documento, é o aumento em empregos de meio período, especialmente entre mulheres.

De acordo com o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, "os novos números apontam para um mundo do trabalho cada vez mais diversificado" e que, em alguns casos, formas de trabalho não tradicionais podem ajudar pessoas a entrarem no mercado de trabalho.

O chefe da OIT disse que "estas tendências emergentes também são um reflexo da insegurança afetando muitos trabalhadores" em todo o mundo atualmente.

Desigualdade

Para Ryder, a "mudança vista da relação tradicional de emprego para formas diferentes do padrão normal é, em muitos casos, associada ao aumento nos índices de pobreza e desigualdade em muitos países".

Segundo a agência, a desigualdade de renda está subindo ou permanece alta na maioria dos países. Esta tendência é agravada pela crescente incidência de formas não-permanentes de emprego, aumento do desemprego e inatividade.

Regulação

Entre os autores do relatório, há um reconhecimento crescente de que a regulamentação do trabalho é necessária para proteger trabalhadores, especialmente os que têm empregos não tradicionais.

As leis de proteção ao emprego têm ganhado força gradualmente, uma tendência que é comum entre a maioria dos países e regiões.

No entanto, na Europa, a proteção ao emprego tem, em geral, diminuído desde o início da crise financeira mundial em 2008.

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