Ocha diz que pausa humanitária não é suficiente no Iêmen

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Coordenador de escritório da ONU afirmou que não será possível alcançar todas as pessoas necessitadas; Johannes Van Der Klaauw declarou que a população poderá deixar as regiões  mais violentas com a suspensão temporária dos conflitos.

Civis sofrem para conseguir água, comida, combustível e assistência de saúde. Foto: PMA

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador especial do Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, Johannes Van Der Klaauw, afirmou que a pausa de cinco dias nos conflitos no Iêmen não será suficiente para alcançar a todos que precisam de ajuda.

Van Der Klaauw fez a declaração esta sexta-feira durante videoconferência de Sanaa, a capital do país.

Áreas de Conflito

O coordenador do Ocha disse que "a pausa humanitária serve para dar a população uma chance de fugir das áreas de conflito, como também para acessar alguns tipos de serviços básicos".

Ele declarou que a suspensão temporária dos confrontos vai permitir também que a ONU possa remover os corpos das pessoas mortas que ainda estão nas ruas e prestar assistência aos feridos.

Segundo o Ocha, a pausa humanitária negociada entre todas as partes envolvidas no conflito está funcionando, em sua maior parte. Foram registrados alguns confrontos nas regiões norte e sul.

A agência informou que está negociando agora com todos os lados, mais acesso para as organizações humanitárias no país inteiro.

Van Der Klaauw alertou que os serviços essenciais podem ser suspensos em breve pela falta de combustível, a única fonte de energia do Iêmen.

Geradores

Ele explicou que "tudo funciona a base de geradores e sem eletricidade os hospitais, os sistemas de fornecimento de água e saneamento e os serviços de telecomunicação vão parar".

O objetivo da ONU é levar alimentos a 700 mil pessoas e água a 2,4 milhões em todo o país. Aproximadamente 500 mil vão receber assistência médica.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou esta sexta-feira que aumentou as operações no Iêmen ao disponibilizar clínicas móveis em Sanaa, Áden e Hodeida.

A agência enviou mais de 20 toneladas de remédios e suprimentos médicos e vai distribuir mais 74 toneladas de materiais de saúde que já estão no país.

A OMS calcula que desde março, os conflitos na região mataram, pelo menos, 1,7 mil pessoas e feriram mais de 7 mil.

Além disso, nos últimos dois meses mais de 300 mil pessoas foram forçadas a fugir de suas casas por causa da violência.

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