Nova entidade substitui rádios e televisões fechadas em protestos no Burundi

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Enviado da ONU disse que participantes no diálogo nacional concordaram com a medida temporária; Unicef disse que cinco crianças morreram e 200 ficaram feridas desde o início dos protestos pré-eleitorais.

Família foge da violência no Burundi. Foto: Acnur/Kate Holt

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As rádios e televisões privadas que foram fechadas durante os protestos no Burundi serão temporariamente substituídas por uma nova entidade a funcionar na capital do país.

A informação foi dada esta sexta-feira pelo enviado especial do secretário-geral para a região dos Grandes Lagos, Said Djinnit.

Diálogo Político

Falando à Rádio ONU, de Bujumbura, o porta-voz da Missão de Observação Eleitoral das Nações Unidas no Burundi, Menub, realçou que a medida foi acordada pelos participantes do diálogo político. Vladimir Monteiro disse que as reuniões devem retomar na próxima semana.

“Foi decidido dar continuidade às negociações depois da cimeira dos chefes de Estado da Comunidade da África do Leste, que terá lugar este domingo em Dar Es Salaam na Tanzânia. As diferentes rádios deverão formar uma única entidade para retomar as emissões. Neste caso, elas utilizariam os estúdios da Casa da Imprensa. As rádios foram destruídas e a sua recuperação levará algum tempo. A outra medida é que a justiça permita que os donos dessas rádios tenham acesso aos seus espaços e que possam trabalhar com vista à reabilitação desses órgãos.”

Protestos

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse que cinco crianças morreram e 200 ficaram feridas desde o início dos protestos no país a 26 de abril. As mulheres e os menores compõem “dois terços das dezenas de milhares de deslocados burundeses” nos países vizinhos.

A agência disse estar extremamente preocupada com as provas da continuação da presença de crianças em confrontos violentos no Burundi. Na nota, o Unicef lembra que todas elas têm o direito à segurança e à proteção contra a violência.

Atos Hostis

O apelo é que crianças e jovens não sejam envolvidos em manifestações políticas, em “ações que os coloquem em risco e nem mobilizados para participar nas hostilidades sob quaisquer circunstâncias”.

Entretanto, o Programa Mundial de Alimentação, PMA disse estar preocupado com o potencial da crise política se transformar numa crise humanitária. O país já enfrenta casos de insegurança alimentar.

Assistência

A agência distribui alimentos e assistência nutricional a mais de 60 mil refugiados burundeses, um número que tende a crescer no Ruanda, na Tanzânia e na República Democrática do Congo.

O PMA acrescentou que com o aumento do número de desalojados, não são suficientes os fundos de emergência mobilizados para resposta imediata às necessidades iniciais.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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