Níger e Chade estão fazendo "esforços heroicos", elogia diretor do Ocha

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John Ging visitou as duas nações africanas que, juntas, abrigam mais de 850 mil refugiados de nações vizinhas; diretor de operações da agência da ONU ressaltou "generosidade" e "exemplo de humanidade".

Diretor de operações do Ocha, John Ging. Foto: ONU

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

O diretor de operações do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, afirmou esta terça-feira que o Níger e o Chade estão fazendo "esforços heróicos" para lidar com os impactos das crises na região.

John Ging acaba de retornar dos dois países e fez as declarações na sede da ONU, em Nova York. Juntos, Níger e Chade abrigam mais de 850 mil refugiados de países vizinhos, sendo que a maioria está vivendo com famílias locais.  

Frágil Ilha de Estabilidade

Ging declarou que os dois países formam "uma frágil ilha de estabilidade numa região de conflito".

Ele disse ainda que, apesar de serem nações pobres, estão mostrando ao mundo um "exemplo de humanidade ao abrir suas fronteiras" para cidadãos da Nigéria, da República Centro Africana, do Mali, da Líbia e do Sudão.

Generosidade

O diretor do Ocha lembrou que Níger e Chade estão no final da lista do Índice de Desenvolvimento Humano, mas mesmo assim, estão "liderando o mundo com sua generosidade e humanidade".

Durante a visita, John Ging disse ter visto de perto pessoas "das comunidades mais pobres abrirem suas casas e partilharem o pouco que tinham com outras pessoas necessitadas".

Para o representante da ONU, nigerinos e chadianos são "verdadeiramente humildes" e fonte de "inspiração num mundo onde pouco se vê humanidade".

Ação Urgente

Ging afirmou que dos muitos países que visitou no último ano, Níger e Chade "oferecem os exemplos mais claros mostrando que uma ação urgente é necessária para atender as necessidades básicas e manter a estabilidade para evitar que estes países frágeis entrem em crise".

Cerca de 2,4 milhões de pessoas no Chade e 2,6 milhões no Níger estão em situação de insegurança alimentar. Dois terços dos cidadãos do Níger têm menos de 25 anos e sua população é uma das que cresce mais rápido no mundo.

Os apelos humanitários para os dois países estão subfinanciados e as contribuições estão caindo.

O diretor de operações do Ocha afirmou que em "um mundo em crise, é imperativo" que os dois países não sejam "esquecidos", tanto "pelo bem de sua população generosa, resiliente, mas que está sofrendo, como pela estabilidade da região".

Ging declarou ainda que é "preciso fazer mais e de forma urgente".

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