Malaui perde US$ 600 milhões anuais devido aos efeitos da desnutrição infantil

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Nações Unidas participaram em estudo que revelou prejuízos de custos de saúde, encargos no sistema de ensino e baixa produtividade laboral; relatório destaca consequências do nanismo.

Desnutrição infantil no Malaui. Foto: Unicef

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A economia do Malaui perde cerca de US$ 600 milhões anuais devido aos efeitos da desnutrição infantil no país, revela um novo estudo lançado na capital Lilongué.

Os prejuízos devem-se ao aumento dos custos de saúde, aos encargos adicionais para o sistema de ensino e à menor produtividade da força de trabalho.

Nanismo

O relatório intitulado Custo da Fome em África: O Impacto Social e Económico da Subnutrição da Criança no Malaui realça os prejuízos causados pelas consequências do nanismo.

A baixa altura do indivíduo para a média das pessoas da mesma idade ocorre quando as crianças perdem nutrientes essenciais que incluem proteínas, vitaminas e minerais quando estão ainda no útero e durante os seus primeiros dois anos.

Trabalho

Os afetados pela desnutrição ao longo da vida são caracterizados por doenças frequentes, pelo mau desempenho escolar, pela repetição ou abandono total das aulas além da baixa produtividade no trabalho.

No estudo foram usados os dados do mais recente relatório sobre o país, que estimam que a desnutrição infantil custou 10,3% do Produto Interno Bruto, PIB, malauiano em 2012.

Raquitismo

Cerca de seis em cada 10 adultos sofreram de raquitismo na infância, o equivalente a 4,5 milhões de pessoas em idade ativa incapazes de explorar todo o seu potencial devido à desnutrição infantil.

Estima-se que dois terços da população malauiana estejam envolvidos em atividades manuais. Em 2012, o país perdeu US$ 67 milhões devido à baixa da produtividade dos que tiveram um desenvolvimento deficiente quando crianças.

As Nações Unidas participaram no estudo através do Programa da organização para o Desenvolvimento, Pnud, do Programa Mundial de Alimentação, PMA, e da Comissão Económica da ONU para África, ECA.

O trabalho foi levado a cabo pelo Ministério das Finanças, Planeamento e Desenvolvimento Económico no Malaui e envolveu também a Comissão da União Africana e a Nova Parceria de Desenvolvimento de África, Nepad.

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