Lusófonos revelam desafios de expansão de acesso à energia em fórum da ONU

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Evento realizado em Nova Iorque conta com representantes de 80 países incluindo Angola, Brasil e Timor-Leste; até esta quinta-feira, debates expõem progressos sobre a iniciativa global.

Evento decorre na sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola, Brasil e Timor-Leste participam no Fórum de Energia para Todos, que decorre até esta quinta-feira nas Nações Unidas. A organização defende a integração de vários elementos do desenvolvimento sustentável numa agenda universal.

Falando à Rádio ONU, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais de Timor-Leste, Alfredo Pires, disse que o país quer mais oportunidades e conta com parcerias de lusófonos. Ele é um dos 40 governantes presentes no encontro.

Objetivos

“A energia sustentável é um fator de grandes oportunidades. Timor-Leste também procura áreas de investimentos de outros países para dar retornos. Temos um fundo de Petróleo que está por volta de  US$ 16 a US$ 17 milhões. São várias coisas para tentar acertar. Primeiro, o país em si deve atingir os objetivos com o mundo todo: as metas traçadas pelas Nações Unidas para 2030.”

Novas Ligações

O secretário de Estado de Energia de Angola, Joaquim Ventura, disse que o país deve partilhar a sua experiência para fazer chegar eletricidade a mais de 15 milhões de pessoas, até 2025, com novas ligações.

Redes

“Temos desenvolvido um programa muito ambicioso para quadruplicar a capacidade instalada e fazer com que a energia chegue às zonas rurais, através de um programa de eletrificação rural de redes. Temos outro programa para criar redes isoladas com fontes locais que podem ser hídricas, das quais o país é rico. Pode ser usada a biomassa ou podem ser fontes solares de acordo com a situação no local.”

Do Brasil, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, Bndes, disse que decorrem ações com os países lusófonos para tornar o acesso à energia mais universal. Roberto Zurli Machado destacou parcerias em  Angola e Moçambique.

“Você tem que desenvolver projetos de infraestrutura, não só de energia. Transporte, as cidades também é um processo muito importante de urbanização muito grande na África. Temos que transformar cidades em lugares melhores e mais saudáveis para se viver. Esses países têm uma rota de crescimento enorme. O Brasil também está numa rota muito grande. É uma parceria muito positiva. O aprendizado será muito importante.”

Progressos

O fórum deve dar a conhecer e avaliar os progressos sobre a Iniciativa Energia Sustentável para Todos, apoiada pelas Nações Unidas. A ideia é que sejam inspiradas ações e soluções de partilha de conhecimento, de inovação e histórias de sucesso de todo o mundo.

Representantes de 80 governos, executivos e sociedade civil devem apresentar ideias e mecanismos para que sejam levantados fundos para alcançar Energia Sustentável para Todos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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