Guiné-Bissau: FMI ressalta crescimento económico de 2,5 %

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Novo programa económico pode permitir que país tenha um crédito de mais de US$ 23 milhões; equipa do órgão avaliou desempenho guineense até esta terça-feira.

O chefe da missão do FMI, Félix Fischer. Foto: Rádio ONU

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

A receita pública na Guiné-Bissau aumentou entre 4% a 12% do Produto Interno Bruto, PIB.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, estima que a economia tenha registado um crescimento de 2,5 % em 2014. Uma equipa do corpo técnico do órgão terminou, esta terça-feira, uma missão de doze dias ao país.

Crédito

O chefe da missão do FMI, Félix Fischer, disse à Rádio ONU na capital guineense sobre um programa económico que poderá permitir a Guiné-Bissau o acesso a um crédito na ordem de US$ 23,9 milhões em três anos.

"Fizemos uma avaliação muito positiva do desempenho do governo desde a sua posse, tivemos conversas sobre as reformas de meio prazo para os próximos três anos e concordamos em alguns pontos: quadro fiscal sã, boa gestão das finanças públicas, incremento das receitas internas e outras medidas para melhorar o âmbito do negócio."

Perspetivas

A medida está condicionada à aprovação do pacto pelo Conselho de Administração do Fundo, agendada para o início de julho em Washington.

Para o ano 2015, o Fundo aponta altos preços da castanha de caju, investimento infraestrutural e melhor abastecimento energético como fatores que vão impulsionar o crescimento económico previsto de 4.7%. A inflação irá manter-se baixa e o saldo da conta corrente, estável.

Investimento

O Fundo Monetário Internacional saúda igualmente o programa a médio prazo do governo, qualificando-o de ambicioso. O órgão realça a pertinência da auditoria em torno do Fundo de Promoção de Investimento Privado e a urgência da implementação da reforma na Função Pública.

O Ministro guineense da Economia e das Finanças disse que a missão correu bem, ao qualificar as conversações de frutuosas.

Metas

"Produzimos um documento que o governo vai apresentar agora ao FMI, que é o Memorando das Políticas Económicas e Financeira, que contém algumas metas que o governo propõe alcançar nos próximos três anos. Algumas metas são metas quantitativas, outras são metas estruturais e algumas delas já foram aqui enunciadas pelo Chefe da Missão."

As referidas metas estão distribuídas, de acordo com Geraldo Martins, pelas áreas de arrecadação fiscal, gestão das finanças públicas, gestão da dívida e o relançamento da economia através da melhoria do ambiente de negócios.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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