Fórum Mundial de Educação debate estratégia até 2030

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Mais de 1,5 mil especialistas estão reunidos no evento que conta com a participação de 130 ministros de governos; objetivo do encontro é criar uma estratégia de educação até 2030.

Ban Ki-moon e Irina Bokova participam no Fórum Mundial de Educação. Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Começou esta terça-feira o Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul, com o objetivo de criar uma agenda global para o setor até 2030.

Mais de 1,5 mil especialistas internacionais, além de 130 ministros de educação, participam do evento.

Direitos Humanos

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu o encontro dizendo que "a educação garante os direitos humanos, incluindo saúde e emprego".

Segundo Ban, "a educação é essencial também para combater as ameaças de segurança, particularmente o aumento da violência extremista".

Os participantes vão debater uma estratégia educacional para os próximos 15 anos. A Declaração sobre Educação 2030, que será firmada no Fórum, vai mobilizar os países e parceiros a implementarem a nova agenda.

O documento propõe formas específicas de coordenação, financiamento e vigilância em níveis regionais, nacionais e globais. A meta é assegurar oportunidades educacionais iguais para todos.

A declaração final conta com o apoio de várias agências da ONU e de parceiros, como o Banco Mundial.

Poder da Educação

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, afirmou que "todos conhecem o poder da educação para erradicar a pobreza, transformar vidas e avançar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

Segundo Bokova, "o mundo tem o dever coletivo de empoderar cada criança e jovem com as bases corretas, conhecimento, valores e habilidades, para formar cidadãos globais responsáveis".

Neste ano, encerra-se o prazo para o cumprimento dos seis objetivos de educação para todos e também os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, criados em 2000.

O Fórum vai avaliar os progressos alcançados nos últimos 15 anos, considerar os que ainda faltam e os novos desafios pela frente.

A Unesco informou que o número de crianças nas escolas aumentou em 76 milhões entre 2000 e 2012.

Apesar dos avanços, o relatório de monitoramento global mostra que 57 milhões de crianças e 63 milhões de adolescentes estão fora das escolas atualmente. Além disso, o número de adultos analfabetos no mundo atingiu 781 milhões.

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