Fórum "Energia para Todos" termina com grandes promessas para iniciativa

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Questão é como transformar essas novas promessas em energia para as pessoas; Banco Mundial diz que será preciso um investimento de cerca de US$ 1,2 trilhão até 2030 para que metas sejam alcançadas.

Kandeh Yumkella. Foto: ONU/Rick Bajornas

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.

O Fórum Energia Sustentável para Todos terminou esta quinta-feira na sede da ONU, em Nova York, com promessas de bilhões de dólares e ações tangíveis significantes.

Segundo os participantes do encontro, muito ainda precisa ser feito para enfrentar a pobreza energética e mitigar a mudança climática.

Doações à iniciativa, que une governos, instituições internacionais, empresas, bancos e sociedade civil, já garantiram acesso à energia sustentável para mais de 90 milhões de pessoas.

O representante especial do secretário-geral da ONU para Energia Sustentável para Todos e CEO da iniciativa, Kandeh Yumkella, disse que "a dúvida é como transformar essas novas promessas em energia para as pessoas".

Segundo ele, "isso não é uma questão de caridade, mas sim de mercados e investimentos. Essa é uma oportunidade de um trilhão de dólares, e não um desafio".

Objetivos

De acordo com o quadro de monitoramento global da iniciativa, divulgado pelo Banco Mundial, será preciso um investimento de cerca de US$ 1,2 trilhão, o equivalente a mais de R$ 3,6 trilhões, até 2030 para que as três metas do projeto sejam alcançadas.

Essas metas são: alcançar acesso universal para serviços de energia modernos, dobrar a taxa de melhoria na eficiência energética e duplicar a quota das energias renováveis no pacote energético global.

Combustíveis Perigosos

Dados do projeto apontam que aproximadamente 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso à eletricidade, e cerca de 3 bilhões dependem de combustíveis tradicionais perigosos e poluentes, como madeira e carvão, para cozinhar e aquecer suas casas.

Ao mesmo tempo, o uso extensivo de energia, especialmente em países de alta renda, gera poluição, emite gases de efeito estufa e esgota os combustíveis fósseis não renováveis.

Promessas

Representantes da União Europeia, por exemplo, disseram que doações de US$ 3,8 bilhões entre 2014 e 2020 alavancariam os investimentos em energia sustentável em até US$ 33 bilhões para a geração, transmissão e acesso à energia.

Já o Fundo para Desenvolvimento Internacional da Opep, formado por países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, vai doar US$ 1 bilhão em um fundo renovável a ser reabastecido de forma contínua.

A China anunciou que os planos de prover eletricidade para toda sua população até 2015 serão concluídos no prazo, e o país também se comprometeu a aumentar a quota de combustíveis não fósseis de seu consumo energético para 15% em 2020 e 20% até 2030. No ano passado, esse número ficou em 11%.

Barbados, no Caribe, está trabalhando para gerar metade de sua energia através de renováveis, com a meta de cortar em 22% o consumo energético até 2020.

A iniciativa "Energia Sustentável para Todos" foi lançada em setembro de  2011, e tem como co-presidentes o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Leia mais:

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Ban pede mais investimento em energia sustentável

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