Enviado quer foco em sinais de apoio de extremistas do Iémen a milícias somalis

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Representante do secretário-geral quer capacidade de resposta às milícias definida pelas Nações Unidas; informe ao Conselho de Segurança destaca mais execuções e penas de morte este ano.

Reunião no Conselho de Segurança discute a situação na Somália. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália recomendou que seja controlado qualquer sinal de que as milícias Al Shabaab estariam a beneficiar de ligações com grupos extremistas no Iémen.

Falando em videoconferência esta terça-feira para o Conselho de Segurança, Nicholas Kay disse que deve haver uma capacidade de resposta às milícias estabelecida pelas Nações Unidas.

Garissa

Após reafirmar a sua preocupação com a segurança na Somália, ele lembrou que as milícias islamitas ameaçam toda a sub-região. Um dos exemplos citados é do ataque à Universidade de Garissa em abril, no Quénia, onde morreram 147 pessoas.

Kay disse que ações contra o terrorismo requerem um esforço em várias frentes. A expectativa é que nas próximas semanas seja reforçada a cooperação entre os Estados-membros da ONU para enfrentar o tipo de ameaça, incluindo em medidas para prevenir e combater o extremismo violento.

Pessoal da ONU

O representante disse que a segurança do pessoal da ONU na Somália continua a ser uma prioridade. No dia 20 de abril, um ataque terrorista matou quatro funcionários do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. Três guardas somalis também perderam a vida no incidente ocorrido na área de Garowe.

Ele disse que a ação do A1-Shabaab teve como alvo trabalhadores que contribuíam para melhorar as vidas de crianças somalis e das suas famílias.

Execuções

Falando sobre outras áreas essenciais, Kay mostrou-se apreensivo com o que chamou de aumento acentuado de execuções e penas de morte em 2015, apesar do compromisso somali de decretar uma moratória sobre as execuções. A outra preocupação foi com ameaças de intimidação de jornalistas na Somália.

Em termos humanitários, Kay disse que a situação continua alarmante, com 730 mil somalis que não podem satisfazer as necessidades alimentares básicas.

O país arrisca-se a ter mais 2,3 milhões de pessoas na mesma situação, incluindo os mais de 1,1 milhão de deslocados na maioria compostos por mulheres e crianças.

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