Coordenador humanitário da ONU preocupado com relatos de mortes no Iêmen

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Muitos seriam civis, incluindo mulheres e crianças; desde a escalada do conflito, mais de 1,4 mil pessoas morreram e cerca de 6 mil ficaram feridas; Johannes van der Klaauw voltou a pedir pausa humanitária.

Falta de acesso a alimentos no Iêmen. Foto: Pnud Iêmen

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen afirmou, nesta quinta-feira, estar "gravemente preocupado" com relatos sobre a morte de dezenas de pessoas na cidade de Áden.

Muitas delas seriam civis, incluindo mulheres e crianças, que perderam a vida ou ficaram feridos nos confrontos de quarta-feira na área do sul do país árabe.

Civis

Segundo Johannes van der Klaauw, há relatos de que civis teriam sido vítimas  enquanto tentavam fugir para áreas mais seguras. Durante semanas, eles estão presos em Áden com acesso limitado ou nenhum à água, comida e serviços de saúde.

O representante da ONU afirmou que desde a escalada do conflito, há seis semanas, mais de 1,4 mil pessoas morreram e cerca de 6 mil ficaram feridas em bombardeios aéreos e confrontos em terra. Muitas delas são civis.

Ele pediu a todos os lados de forneçam passagem segura aos civis em áreas de conflito e que respeitem sua obrigação de protegê-los de acordo com o direito humanitário internacional. E voltou a pedir uma pausa humanitária.

Catástrofe

Em entrevista à Rádio ONU, o chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, falou sobre a situação no país.

Trond Jensen mencionou uma "possível catástrofe". Ele citou "muitas instituições fechando, por falta de combustível", incluindo hospitais. Ele disse também que "mercados estão fechando e citou a piora no acesso à comida".

Pausa Humanitária

O representante da ONU citou ainda que "muitos iemenitas estão presos no conflito" e que a situação para os civis no Iêmen é "desesperadora".

Jensen mencionou o pedido por uma pausa humanitária para permitir que o Ocha chegue às pessoas que precisam. A pausa também daria aos civis a possibilidade de fugir para áreas mais seguras do país.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, está conduzindo intensas consultas buscando a retomada do processo político no país.

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