Conselho de Segurança condena violência que deslocou 100 mil sul-sudaneses

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Entidades humanitárias suapenderam entrega de ajuda a mais de 300 mil civis no Sudão do Sul; Mais de 75 mil pessoas fugiram para instalações da ONU em Bentiu e Malakal.

Civis fogem da violência no Sudão do Sul. Foto: Unmiss/Nyang Touch Pal

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança condenaram a nova onda de “violência persistente e em larga escala” no estado sul-sudanês de Unidade, na sequência da ofensiva do governo.

Em comunicado, os integrantes do órgão destacam o deslocamento de mais de 100 mil civis, além da suspensão de quase toda a ação e a entrega de auxílio a outros mais de 300 mil por parte de entidades humanitárias.

Oposição

Os membros do Conselho condenaram ainda os ataques em grande escala iniciados na sexta-feira pelo Splm/A, na oposição, na cidade de Malakal, no estado do Alto Nilo.

Nesta segunda-feira, a Cruz Vermelha advertiu que dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir do sul do país no início da temporada de plantio ,agora em vigor.

Em Genebra, a entidade declarou que as vítimas estão expostas a condições difíceis de imaginar, citando relatos dos seus trabalhadores no terreno. A instituição parceira da ONU prevê que a situação possa agravar-se diariamente.

Abrigo e Assistência

Os membros do Conselho de Segurança reafirmam a sua profunda preocupação com os mais de 50 mil deslocados internos que procurararam abrigo e assistência no acampamento da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, em Bentiu.

A violência e a insegurança crescentes levaram também a cerca de 25 mil sul-sudaneses a fugir para o acampamento da operação de paz em Malakal, no que para o órgão aumenta a crise humanitária já “terrível”.

Os membros do Conselho condenam “nos termos mais fortes” as repetidas violações do “Acordo de Cessação das Hostilidades aceite e assinado” pelo governo e pela oposição em janeiro de 2014. O órgão ressalta que não há qualquer solução militar para o conflito, que já dura mais de 17 meses.

Abusos

Os 15 Estados-membros do órgão reiteraram ainda a sua exigência ao fim imediato de todas as violações dos direitos humanos e dos abusos ao direito internacional humanitário.

Ao reiterar que os autores devem ser responsabilizados, o Conselho afrirmou que o governo tem a responsabilidade primária de proteger os civis no território de sua jurisdição. O Conselho realça que a mesma obrigação aplica-se a potenciais crimes de guerra e contra a humanidade.

Necessitados

O Conselho renovou ainda o apelo no sentido de as partes no conflito permitirem e facilitarem o “acesso pleno, seguro e irrestrito do pessoal” humanitário além de equipamentos e de acessórios para todos os necessitados.

O comunicado reitera que a entrega de ajuda seja feita de acordo com o que é estabelecido direito internacional e os princípios das Nações Unidas que orientam a assistência humanitária.

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