Confronto perto da base da Missão na ONU no Sudão do Sul mata quatro civis

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Ação foi nesta terça-feira; entre os mortos estão uma mulher e uma criança; Unmiss afirmou estar "profundamente preocupada" com a escalada do conflito; em nota, secretário-geral afirmou estar "chocado" com relatos de violações de direitos humanos.

Soldado da paz no Sudão do Sul. Foto: Unmiss

Laura  Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, afirmou nesta quarta-feira que está "profundamente preocupada" com o "desprezo" mostrado por combatentes no país pelas vidas de civis, equipes e instalações da ONU.

Quatro pessoas morreram, entre elas uma mulher e uma criança, quando artilharia atingiu uma base da Missão em Melut, estado do Alto Nilo.

Bombas

Dois morteiros caíram dentro do complexo da Unmiss e local de proteção de civis na noite de terça-feira.

Além das quatro mortes, a ação deixou oito civis feridos, que estão, no momento, recebendo tratamento.

A representante especial do secretário-geral e chefe da Missão da ONU condenou de forma veemente o recente aumento nos combates no país.

Ellen Margrethe Løj lembrou aos envolvidos de sua "obrigação de tomar todas as medidas necessárias para não prejudicar os civis e garantir a segurança de instituições internacionais de ajuda humanitária e das equipes e instalações das Nações Unidas".

Proteção de Civis

Até o início dos combates recentes, a Unmiss estava protegendo quase mil civis em sua base em Melut.

Mais 270 pessoas deslocadas chegaram na terça-feira à base enquanto entre 250 e 300 outros estão atualmente abrigados em uma área adjacente ao complexo.

Em nota, a Unmiss afirmou estar "profundamente preocupada" com a escalada do conflito em geral e mais uma vez pediu ao governo e a liderança da oposição que cessem os combates imediatamente.

O comunicado também pede o retorno de negociações com o objetivo de assinar um acordo de paz abrangente.

Secretário-Geral

O secretário-geral da ONU condenou de forma veemente a escalada dos combates nos últimos dez dias entre as duas facções do Exército Popular de Libertação do Sudão, Spla, governo e oposição, e suas forças aliadas nos estados de Unidade e do Nilo.

Uma nota emitida por seu porta-voz afirma que Ban Ki-moon está "chocado" com as violações de direitos humanos cometidas pelo Spla e seus aliados, incluindo o incêncio de aldeias, assassinatos e estupros durante suas operações militares no estado de Unidade.

Ele também condenou a morte de quatro deslocados internos atingidos no fogo cruzado dentro do complexo da Unmiss em Melut.

Inaceitável

Ban exigiu investigação nacional imediata e ressaltou que o combate é "inaceitável".

O chefe da ONU pediu ao presidente Salva Kiir e ao ex-vice-presidente Riek Machar que interrompam imediatamente todas as operações militates e lembra a eles suas obrigações de proteger civis pelas leis humanitária e de direitos humanos internacionais.

Ele também lembra aos envolvidos que devem respeitar a "inviolabilidade" das instalações da Unmiss, incluindo os locais de proteção de civis que no momento abrigam mais de 120 mil deslocados internos.

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