Cerca de 40% da população deve enfrentar fome intensa no Sudão do Sul

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PMA disse que 4,6 milhões de pessoas devem passar pela situação nos próximos três meses; apelo ao mundo é que o país não seja esquecido; agência revela défice de financiamento de US$ 230 milhões.

Piores níveis de insegurança alimentar no Sudão do Sul. Foto: ONU/Albert González Farran

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, alertou para os “piores níveis de insegurança alimentar na história do Sudão do Sul”.

A agência realçou que a situação é causada pela combinação de fatores como o conflito, a subida dos preços alimentares e o agravamento da crise económica no mais novo país do mundo.

População

Cerca de 4,6 milhões de sul-sudaneses devem enfrentar fome intensa nos próximos três meses. A informação é do estudo Classificação da Segurança Alimentar Integrada, que indica que o número corresponde a 40% da população sul-sudanesa.

A pesquisa elaborada por várias entidades que operam no país defende a necessidade urgente de comida para salvar vidas ou de assistência com meios de subsistência.

De acordo com o PMA, o estudo confirma os receios de que o conflito e o início da época de escassez intensificam os níveis alarmantes de fome, tanto em áreas afetadas pelos confrontos como em outras áreas do país.

Acesso Humanitário

A representante da agência da ONU no Sudão do Sul, Joyce Luma, disse que a análise é um lembrete ao mundo de que o Sudão do Sul não pode ser esquecido.

O PMA disse estar preocupado com um possível agravamento, com o deteriorar das condições económicas. Outra preocupação é que a falta de fundos e a limitação do acesso humanitário comprometam o atendimento às necessidades crescentes.

Jonglei, Alto Nilo e Unidade, são os estados mais afetados pelos confrontos que continuam a deslocar um grande número de pessoas para áreas remotas.  O PMA lembra que o conflito impede o cultivo e perturba os mercados de alimentos.

A agência disse que a perseguição entre as partes em conflito limita igualmente a capacidade do acesso das agências humanitárias aos mais necessitados.

O PMA revelou ter um defice de financiamento de US$ 230 milhões para aplicar no auxílio alimentar e nutricional. Por isso, está a rever as necessidades de ajuda para os afetados pelo conflito.

No terreno, decorre o apoio a famílias vulneráveis sul-sudanesas com programas para melhorar a segurança alimentar, incluindo refeições escolares e as iniciativas para apoiar o auto-sustento.

*Apresentação: Denise Costa.

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