Bill Clinton fala do ébola para defender importância de parcerias sobre saúde

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Situação nos três países mais afetados da África Ocidental foi o centro do discurso; antigo presidente norte-americano defende investimentos, parcerias e valores definidos para reforçar sistemas de saúde.

Profissionais de saúde na Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O antigo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, mencionou lições do surto de ébola para alertar sobre a necessidade de vários parceiros internacionais contribuírem para reforçar os sistemas de saúde.

Esta quinta-feira, o ex-chefe de Estado norte-americano esteve no Fórum de Parcerias do Conselho Económico e Social das Nações Unidas.

Assistência

Clinton disse que não há melhor forma de fazer gastos na saúde, senão criar capacidades para garantir que os danos da epidemia não voltem a acontecer. Ele defende que os países afetados não voltem a precisar de assistência externa, exceto para casos de desastres naturais inevitáveis.

O foco do discurso foi a situação da Libéria, da Serra Leoa e da Guiné Conacri os países mais afetados pelo surto. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, a epidemia fez 11.134 mortos e registou 27.013 casos.

Clinton disse que após a epidemia do ébola não é suficiente chegar a zero infeções mas manter essa cifra. Para ele, isso vai requerer investimentos a longo prazo, parcerias longas e a vontade de colocar de lado um valor “claro e definido” para melhorar os sistemas dos países afetados.

A Nigéria foi um dos exemplos de sucesso citados por Clinton, ao destacar que depois de confirmar um paciente, teve 19 mil casas visitadas em cinco semanas “porque tinha um sistema preparado quando o ébola chegou ao país”.

Sobre os Estados Unidos, lembrou ter havido vários infetados que não chegaram a morrer devido à capacidade para conter o vírus. Dois pacientes estrangeiros perderam a vida mas Clinton disse que estes “chegaram muito doentes ” nos EUA.

Mortes

Em julho a ONU realiza a 3ª. Conferência sobre o Financiamento do Desenvolvimento, em Adis Abeba. Bill Clinton disse esperar que os governos doadores apresentem promessas para reforçar sistemas de saúde e recursos humanos da África Ocidental.

O antigo presidente norte-americano falou da redução de mortos devido à tuberculose e malária. Como contou, os países em desenvolvimento tiveram uma subida de 200 mil para 40 milhões de pessoas que recebem medicamentos para tratar HIV desde que ele começou a envolver-se na área de saúde.

Clinton falou da ação contra o ébola de entidades como a ONU, OMS, ONGs, filantropos e comunidade empresarial e muitos que puseram a vida em risco ou morreram a tentar lidar com a epidemia do ébola.

 

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