Ban pede responsabilidade após morte de líder de partido na oposição no Burundi

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Secretário-geral fez as declarações na sequência da morte do presidente do partido UPD no sábado; chefe da ONU menciona mortes após ataque com granadas na sexta-feira em Bujumbura.

Bandeira do Burundi.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que os mais recentes atos de violência no Burundi são uma forte lembrança da necessidade de todos os líderes políticos resolverem a atual crise com o mais alto sentido de responsabilidade.

Ban Ki-moon lançou uma nota na sequência do assassinato do líder da União para a Paz e Desenvolvimento, UPD-Zigamibanga,  na oposição. Zedi Feruzi e o seu guarda-costas morreram no sábado em Bujumbura.

Interesses Partidários

O chefe da ONU disse que tais atos recordam que também é preciso que a paz e a reconciliação nacional sejam postas acima dos interesses partidários.

Agências de notícias citaram testemunhas referindo que a vítima foi morta a tiros na capital Bujumbura e o seu corpo prostrado fora da sua casa.

O país tem sido alvo de protestos contra a decisão do presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato. Na sexta-feira, pelo menos duas pessoas morreram num ataque com granadas em Bujumbura.

Violência

O secretário-geral condenou ambas as ações, destacando que estas ameaçam e consolidar ainda mais a desconfiança e despoletar a violência.

Ban instou às autoridades do Burundi a levar rapidamente os autores desses crimes à justiça, depois de manifestar condolências às famílias dos mortos e desejarum a rápida recuperação aos feridos.

Crimes

Na mensagem, Ban reitera os apelos à calma e contenção. Às autoridades, O secretário-geral exortou que defenda os direitos humanos dos burundeses incluindo a liberdade de reunião, organização e expressão. Ele pediu também medidas concretas para impedir crimes e prevenir a violência política.

O chefe da ONU encorajou ainda a continuação do diálogo político consultivo facilitado pelo seu enviado especial para os Grandes Lagos, Said Djinnit.

O processo envolve a União Africana, a Comunidade do Leste Africana, o Mercado Comum da África Oriental e Austral e a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

O secretário-geral exortou às partes do diálogo político que não se deixem dissuadir pelos que queiram evitar a busca de um ambiente propício para a realização de eleições pacíficas, inclusivas e credíveis ao usarem a violência no Burundi.

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