África deve “liderar transição global” para inclusão em economias ecológicas

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Chefe do Pnuma pede garantias de que expansão não vai ocorrer só com base nos recursos naturais; Nairobi encerra conferência sobre barreiras para o desenvolvimento sustentável no continente.

Achim Steiner disse que iniciativas nacionais são apenas o princípio do que pretende-se que seja um “movimento global”. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fórum Global para o Crescimento Global Verde encerra esta quinta-feira a conferência que junta países africanos na capital queniana, Nairobi.

O evento, também chamado 3GF, identifica as barreiras para o desenvolvimento sustentável em África. Por outro lado, debate formas de transformá-las em “oportunidades para o crescimento ecológico” e para melhorar os meios de subsistência.

Estratégias

No encontro, o diretor-geral do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, citou Moçambique, Etiópia e Ruanda pela criação de fundos especiais '

Achim Steiner disse que essas iniciativas nacionais são apenas o princípio do que pretende-se que seja um “movimento global” para impulsionar o financiamento necessário.

Além de debater os novos modelos de financiamento para o crescimento verde, a reunião discute também a urbanização e os estilos de vida que podem ser sustentáveis.

Agenda

Steiner lembrou que em 2015, uma série de eventos deve definir a agenda de desenvolvimento para as próximas décadas. Entre eles, a Conferência para o Financiamento para o Desenvolvimento em Adis Abeba e a adoção da Agenda e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O responsável também destacou a realização, no fim do ano, da Cimeira do Clima em Paris.

O chefe do Pnuma acrescentou que o continente aproveita as várias oportunidades de economia verde ao seu alcance. Mas ao reconhecer a existência de recursos naturais e de habilidades, ele disse que África está prestes a liderar uma transição global para as economias verdes mais inclusivas.

Crescimento

As projeções do Banco Mundial apontam para um crescimento de 5,1% na economia da África Subsariana em 2017. Steiner disse que o desafio para os líderes do continente é garantir que essa expansão não seja feita às custas dos recursos naturais dos quais o continente tem forte dependência.

O representante lembrou que mais da metade do 1,2 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade está em África. Várias delas dependem de madeira ou de outra biomassa para cozinhar e aquecer as suas casas, o que causa milhões de mortes anuais devido à poluição do ar interior.

Steiner disse que é preciso proporcionar um acesso à energia limpa, confiável e eficiente que também vai permitir reduzir as emissões de carbono e a poluição. Daí o seu encorajamento para uma aposta no investimento no futuro de baixo carbono, cada vez mais em ascensão.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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