Acnur quer resposta sobre corpos de refugiados encontrados na Tailândia

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Autoridades do país acharam restos mortais de 30 pessoas de Mianmar e Bangladesh, vítimas de contrabandistas; agência da ONU lamenta destino de "pessoas que tentavam escapar de condições difíceis em seus países.

Bandeira da Tailândia.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está profundamente preocupada com a descoberta de dezenas de corpos num campo de contrabandistas no sul da Tailândia.

O Acnur pede aos países da região que reforcem a cooperação para o combate ao tráfico humano e para a proteção das vítimas. As autoridades tailandesas encontraram restos mortais de cerca de 30 pessoas, provavelmente cidadãos de Mianmar e de Bangladesh.

Dificuldades

As investigações continuam, mas a polícia local acredita que doenças e abusos estão entre as causas de morte. O coordenador do Acnur para o Sudeste da Ásia declarou esta quarta-feira que é "perturbador saber que pessoas que escaparam de condições difíceis em seus países de origem colocaram suas vidas nas mãos de contrabandistas".

James Lynch lamentou que os cidadãos tenham sido mortos antes de encontrarem segurança. Esta é a primeira vez que foram identificadas valas com um grande número de pessoas que são de preocupação do Acnur.

Bengala

No ano passado, a agência da ONU recebeu a informação de centenas de sobreviventes muçulmanos rohingya, que sofreram "terríveis abusos de contrabandistas em barcos na Baía de Bengala e em acampamentos na fronteira entre Tailândia e Malásia".

Na época, houve relatos de que as vítimas morreram após serem violentadas e passarem fome. O Acnur na Tailândia está ajudando as autoridades a cuidar de pessoas que sobrevivem a essas situações. Os civis recebem cobertores, roupas e kits de higiene e é feito também um trabalho para que possam ser reunidos a suas famílias.

Na Malásia, a agência da ONU monitora a proteção das comunidades rohingya e intervém quando migrantes que chegam de barco são detidos. O representante do Acnur, James Lynch, destaca que o contrabando de pessoas "é um problema regional que requer esforços dos países da região".

A agência da ONU defende o reforço de leis e medidas para evitar que migrantes e refugiados procurem contrabandistas, incluindo ações para tratar as causas que levam essas pessoas a embarcar em jornadas perigosas.

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