Acnur faz apelo de US$ 207 milhões para ajudar burundeses nos países vizinhos

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Agência quer dar prioridade ao fornecimento de água potável, saneamento e serviços de saúde; infeções pela cólera em áreas de acolhimento na Tanzânia podem chegar a 400 por dia; país vizinho acolhe 64 mil cidadãos do Burundi.

Burundeses refugiados em Ruanda. Foto: Acnur

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, lançou um apelo, esta sexta-feira, com vista a doação de US$ 207 milhões para apoiar refugiados burundeses que fugiram para os países vizinhos.

O Plano de Resposta Regional para os Refugiados pretende proteger e assistir  200 mil cidadãos do Burundi até setembro, um número que corresponde ao dobro dos que até agora fugiram da instabilidade no seu país.

Grave Desafio

A Tanzânia, que acolhe 64 mil refugiados burundeses, enfrenta uma epidemia de cólera que já matou 29 refugiados do Burundi e dois cidadãos locais. O Acnur considera que o surto na área de Kagunga, no Lago Tanganhica, é um dos graves desafios criados pelo deslocamento forçado de burundeses.

Em nota, a agência descreve a cólera como uma complicação “nova, preocupante e crescente”, após o registo de 3 mil pacientes esta semana. Os novos casos diários rondam os 300 a 400, particularmente na aldeia de Kagunga e áreas próximas.

O fornecimento de água potável, saneamento e serviços de saúde são as áreas que devem merecer prioridade no uso dos fundos. O valor foi pedido em Genebra pela agência da ONU e mais 17 parceiros.

O Plano de Resposta Regional para os Refugiados deve permitir o seu registo e documentação, uma triagem de saúde imediata além da oferta de assistência alimentar e artigos de auxílio como cobertores, mosquiteiros, sabão e plásticos.

Serviços Básicos

Os refugiados também serão transferidos para acampamentos na Tanzânia e no Ruanda, onde devem receber materiais para abrigo, artigos domésticos além do acesso a serviços básicos de saúde e saneamento. A República Democrática do Congo também será coberta pelas ações do apelo.

 

O alto comissário da ONU para Refugiados disse que o Burundi não precisa de outra crise, após destacar a guerra civil ocorrida entre 1993 e 2005 que provocou centenas de milhares de refugiados do Burundi.

Ritmo de Infeções

António Guterres destacou que depois dos progressos alcançados na sequência dos acordos de paz de Arusha, que acabaram com o conflito, é penoso que as pessoas tenham que abandonar novamente o seu país.

Com o atual ritmo de infeções, o Acnur prevê mais casos de cólera durante os próximos dias até que a situação seja controlada na Tanzânia. As mortes registam-se nas aldeias de Kagunga e Nyarugusu, na cidade portuária de Kigoma no lago Tanganhica.

A agência destaca que as medidas preventivas de água e saneamento são essenciais. Nos primeiros dois dias de tratamento, estas “foram especialmente importantes para hidratar pessoas”.

Leia Mais:

ONU ajuda no combate ao cólera na Tanzânia

Enviado apresenta informe sobre crise no Burundi ao Conselho de Segurança

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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