Abstenção de africanos marca resolução sobre armas ligeiras e de pequeno porte

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Angola, Chade e Nigéria tomaram o mesmo posicionamento juntamente com Rússia,  China e Venezuela; Falando à Rádio ONU, embaixador angolano disse que continente sugeriu proibição e transferência dessas armas a grupos não estatais.

Ismael Martins discursa no Conselho de Segurança nesta sexta-feira. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, esta sexta-feira, uma resolução sobre armas ligeiras e de pequeno porte. O documento expressa a determinação do órgão de executar as medidas existentes e outras ações práticas para impedir a sua transferência ilícita.

A decisão passou com nove votos a favor. Angola esteve entre os seis  Estados-membros que se abstiveram, juntamente com os africanos Chade e Nigéria. A Rússia, a China, e a Venezuela tomaram a mesma posição.

“Voz Única” Africana

Falando à Rádio ONU, em Nova Iorque, o embaixador angolano junto às Nações Unidas disse que o documento foi adotado, mas deixou a mensagem de uma “voz única” africana e a necessidade de mais atenção para o continente.

“Exprimimos a necessidade de ser incluída na resolução uma menção clara à proibição de transferência dessas armas a atores não estatais. São os elementos que nos nossos vários países têm sido principalmente responsáveis pela criação de instabilidade política, militar e sobretudo muitas mortes. A instabilidade que paira sobre a África, que é um dos principais pontos da agenda (do Conselho). Era preciso que o Conselho tivesse a coragem de resolver claramente esse problema.”

Ismael Martins disse ainda que antes da adoção do documento, os países africanos debateram amplamente o tema sobre o qual exprimiu necessidade de “coragem” para ser resolvido.

Impacto

A sessão foi acompanhada pelo representante da União Africana junto à ONU. Téte António disse que a nova resolução poderia ser mais completa, apesar do forte impacto das armas ligeiras e de pequeno porte no continente.

“Nós sabemos que atores não estatais são rebeldes e forças jihadistas que criam problemas no continente e fazem a proliferação das armas, estão em redes de crimes e exploração ilícita de matérias-primas e drogas, incluindo redes de crimes com exploração de seres humanos também.”

De acordo com o documento, a determinação do Conselho envolve desencorajar a acumulação e o uso indevido das armas ligeiras e de pequeno porte.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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