Representante cita progressos para fim da violência sexual em conflitos

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Zainab Bangura falou ao Conselho de Segurança sobre mudanças positivas nas regiões, afirmando que tarefa não é "missão impossível"; representante do secretário-geral denuncia que tática é usada por grupos extremistas.

Zainab Bangura. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança promove esta quarta-feira um debate aberto sobre violência sexual em conflitos, com a participação da representante especial do secretário-geral para o assunto.

Em Nova York, Zainab Bangura contou que em três anos na função, ela viu de perto os "horrores sofridos por mulheres, crianças e homens" e para ela, a violência sexual em países em conflito representa a "grande questão moral do nosso tempo".

Apoio

Mas a representante da ONU acredita que existe espaço para mudança, principalmente na resposta dada pelo sistema judiciário e no apoio aos sobreviventes.

Zainab Bangura falou que está começando a ver "mudanças tangíveis e positivas no terreno", que mostram que erradicar a violência sexual em conflito não é "missão impossível".

Ao Conselho, ela citou vários progressos, como aumento dos recursos para programas contra violência sexual e de gênero e responsabilização para um tipo de crime que tem um histórico de não ter punição.

Acusação

Bangura destacou também importantes reformas legislativas e criminalização do estupro a nível nacional, além do aumento das acusações. A preocupação com a reparação aos sobreviventes também melhorou, na avaliação da representante.

Mas segundo ela, os incidentes continuam "chocantes" em vários países, citando uma "nova tendência catastrófica" do uso da violência sexual como "tática de terror" por grupos extremistas no Iraque, na Síria, na Somália, na Nigéria e no Mali.

Zainab Bangura fará em breve sua primeira visita ao Oriente Médio, para conversar com vítimas na Síria, no Iraque, na Jordânia, no Líbano e na Turquia.

Terrorismo

Ao apresentar o último relatório do secretário-geral sobre o tema, ela explicou ao Conselho de Segurança que pela primeira vez, o documento mostra como a violência sexual está ligada "aos objetivos, ideologias e financiamento de grupos extremistas".

Assim, Bangura defendeu que a autonomia feminina e a prevenção da violência sexual estejam no centro da resposta internacional ao problema. Segundo ela, Ban Ki-moon está recomendando ao Comitê de Sanções Al Qaeda/Isil que tenha como foco a "violência sexual como tática de terrorismo".

A representante especial do secretário-geral lamentou as ameaças sofridas pelos civis, em especial mulheres e meninas. Outro problema são os casamentos forçados, que acabam gerando abusos sexuais repetitivos, numa situação que aumenta em casos de conflito.

Nos últimos meses, Zainab Bangura visitou a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Colômbia, para avaliar de perto os casos de violência sexual nesses países.

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