Relatório da FAO pede políticas e investimentos para recursos hídricos

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Segundo agência da ONU, até 2050 o contínuo consumo em excesso e os impactos das mudanças climáticas vão diminuir a disponibilidade de água em muitas das regiões que mais precisam do bem natural no planeta.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, estimativas são de que os suprimentos de água permaneçam suficientes para uma população global de 9 mil milhões em 2050.

No entanto, o contínuo consumo em excesso e o impacto da mudança climática vão diminuir sua disponibilidade em muitas das regiões que mais precisam do bem natural no planeta.

Investimentos

O documento foi lançado nesta terça-feira no Fórum Mundial da Água. A publicação pede políticas governamentais e investimentos públicos e privados para garantir que plantações e produções de peixe e pecuária sejam sustentáveis com objetivo de também proteger recursos hídricos.

Sem tais medidas, o relatório alerta que esforços para reduzir a pobreza, aumentar a renda e garantir a segurança alimentar em muitos países podem ficar cada vez mais difíceis.

Alimentos

Estatísticas da FAO apontam que até 2050, cerca de 60% a mais de alimentos serão necessários para alimentar o mundo.

Isto vai colocar pressão adicional nos recursos hídricos, enquanto a agricultura, a indústria que mais usa água, tenta atender esta demanda.

Um documento lançado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aponta que o planeta vai enfrentar um defict de 40% no suprimento de água até 2030, a menos que a comunidade internacional melhore a gestão "dramaticamente".

Demanda

A demanda por água deve disparar em 55% até 2050 e 20% das águas subterrâneas no mundo já estão a ser exploradas em excesso.

Segundo a FAO, melhorias no panorama geral, no entanto, são possíveis.

Em seu relatório, a agência da ONU pede a governos que ajudem os agricultores a aumentarem a produção de alimento usando recursos hídricos cada vez mais limitados.

O documento também pede que eles sejam empoderados para melhor gerenciar riscos associados com a escassez de água. Segundo o relatório, os direitos à água devem ser alocados de forma justa e inclusiva.

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