RD Congo: mais de 25 grupos armados sobrevivem de crimes da vida selvagem

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Relatório revela que 8 mil combatentes são mantidos anualmente com apenas 2% do lucro líquido do tipo de ações; cerca de 98% do dinheiro dos recursos explorados é usado por redes transnacionais de crime organizado.

Valor da exploração de recursos e do contrabando ilegal para fora da zona de conflito e arredores chega a US$ 1,3 mil milhão por ano. Foto: Pnuma

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.

Um relatório da ONU revelou “provas de que receitas do crime organizado da vida selvagem financiam pelo menos 25 grupos armados” que desestabilizam o leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

O documento, lançado esta quinta-feira em Nairobi, destaca que os lucros do tipo de atividades e da exploração do ouro e da madeira ultrapassam anualmente US$ 1 mil milhão.

Estado de Direito

O diretor executivo do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, pediu que sejam implementados compromissos internacionais, regionais e nacionais para reforçar o Estado de direito e beneficiar a área ambiental.

Achim Steiner disse que além dos instrumentos existentes deve-se atualizar e reforçar as leis nacionais, consolidar as capacidades locais e reforçar a sua aplicação no país.

O chefe Pnuma defende ainda que sejam sensibilizados os consumidores e reforçada a cooperação internacional, incluindo a recolha de informações na cadeia de abastecimento para rastrear e interromper as operações ilegais.

Animais

O valor da exploração de recursos e do contrabando ilegal para fora da zona de conflito e arredores chega a US$ 1,3 mil milhão por ano. Os produtos incluem recursos minerais, carvão vegetal e partes de animais selvagens como o marfim.

Cerca de 98% do lucro líquido da exploração ilegal de recursos naturais, especialmente o ouro, o carvão e a madeira, vão para as redes transnacionais de criminosos organizados que operam dentro e fora da RD Congo.

Grupos Locais

De acordo com o estudo, os grupos armados do interior do país retém cerca de 2%, ou US $ 13,2 milhões por ano, dos lucros líquidos do contrabando ilegal.

O montante é aplicado na subsistência de pelo menos 8 mil combatentes armados por ano, e permite que os grupos, antes desarmados e derrotados, “reapareçam continuamente para desestabilizar a região”.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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