Pedido de recursos para mais escolarização no Médio Oriente e norte de África

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Estudo revela que 21 milhões de menores estão fora do ensino ou em risco de abandono na região; seis africanos compõem grupo de nove países; Unicef e Unesco querem mais políticas para inclusão.

Aumento de programas de educação pré-escolar. Foto: Unesco

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um relatório, publicado esta quarta-feira, revela que uma em cada quatro crianças e adolescentes jovens estão fora da escola ou em risco de abandono escolar no Médio Oriente e norte de África.

De acordo com o estudo da Iniciativa sobre Crianças Fora da Escola na região, mais de 21 milhões de menores estão nessa situação, apesar do “impressionante progresso no aumento da taxa de escolarização na última década”.

Unicef e Unesco

Os africanos Argélia, Djibuti, Egito, Sudão, Tunísia e Marrocos são abrangidos pela iniciativa, que cobre também o Iraque, a Jordânia e o Iémen. O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, financiam a iniciativa.

Nos últimos 10 anos, a redução de 40% de alunos fora da escola “foi vista como uma oportunidade para milhões”. Mas o estudo revela que a combinação de fatores como pobreza, discriminação, aprendizagem de má qualidade e conflito retardaram os progressos no setor.

A diretora do Unicef para a região disse que num momento de “mudanças e de tumultos, simplesmente não se pode permitir que o número de menores caia no esquecimento”.

Medidas

Maria Calivis realçou que estes devem ter a oportunidade de adquirir as habilidades que precisam para desempenhar o seu papel para transformar a região através da educação.

O documento pede prioridade para necessidades de educação das famílias vulneráveis e dos desfavorecidos. Entre as medidas urgentes recomendadas aos governos está o aumento de esforços com políticas para alargar programas de educação pré-escolar.

A ideia também é combater o abandono escolar, a discriminação de género e ajudar mais crianças em áreas de conflito a ter acesso ao ensino.

Crianças e Trabalho

A diretora do Instituto de Estatística da Unesco, Silvia Montoya, pediu intervenções para chegar às famílias deslocadas pelos conflitos, às meninas forçadas a ficar em casa e às crianças obrigadas a trabalhar.

O estudo aponta ainda que à medida em que a violência se alastra, aumenta o número de menores em risco de se “tornar uma geração perdida” que foi privada do conhecimento e de habilidades necessárias para ter sucesso na vida adulta.

São vários os países da região que enfrentam conflitos armados ou momentos de turbulência política “que impedem as crianças de ter acesso à aprendizagem”.

O relatório destaca as meninas fora da escola ou em risco de estar na situação devido a atitudes sociais, ao casamento prematuro e à falta de professoras. Em média, a probabilidade de as meninas da região frequentarem a escola é 25% menor em relação a de um menino.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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