Onusida aplaude grupo antigos líderes africanos que combatem o HIV

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Campeões de uma Geração sem Sida estão reunidos até esta quarta-feira na África do Sul; impulsionar ações para adolescentes será um dos focos da reunião, que quer melhorar opções de prevenção e tratamento.

Michel Sidibé. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O diretor executivo do Programa da ONU sobre HIV/Sida, Onusida, realçou progressos no combate à epidemia em África ao destacar a firmeza de antigos líderes para melhorar as opções de prevenção e tratamento.

Michel Sidibé disse acreditar que a resposta à sida acelere em África, após destacar a entrada de membros na iniciativa denominada Campeões de uma Geração sem Sida, reunida até esta quarta-feira na África do Sul.

Presidentes

O antigo presidente do Botsuana, Festus Mogae, lidera o grupo que inclui o ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano e ex-chefes de Estado do Malaui, Zâmbia, Mali, Tanzânia, África do Sul, Nigéria e Namíbia. O arcebispo sul-africano e Prémio Nobel da Paz, Desmond Tutu, também está na reunião.

Segundo o Onusida, em Joanesburgo os Campeões devem anunciar novos esforços para assegurar que todas as crianças nasçam livres do vírus em África e que as que vivem com vírus tenham acesso ao tratamento.

Menores

De acordo com a agência, apesar de ter havido uma queda de 43% nas novas infeções pelo HIV em crianças africanas, há ainda 210 mil novas infeções em crianças na África Subsaariana.

Por outro lado, 42% dos menores expostos ao vírus foram testados dois meses após o nascimento, tal como é recomendado.

De acordo com os líderes, os adolescentes devem ser abrangidos nos planos do grupo “por serem ainda profundamente afetados pela epidemia”.

O presidente dos Campeões disse que “ninguém será deixado para trás até que África tenha atingido a meta de uma geração livre da sida”. O setor privado será abordado pelo grupo, além do presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Tratamento

Segundo o Onusida, o risco de uma mãe que vive com HIV passar o vírus para o seu filho pode ser reduzido para 5% ou menos com acesso a medicamentos antirretrovirais durante a gravidez, parto e amamentação. Mas sem tratamento, metade das crianças infetadas pode morrer até aos dois anos.

A África Subsaariana continua a ser a região mais afetada pela epidemia. Em 2013, havia 24,7 milhões de pessoas vivendo com o HIV na região.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, é um dos parceiros dos Campeões,  juntamente com o Banco Mundial, a Comunidade de Desenvolvimento da África Asutral, Sadc, e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao.

*Apresentação: Denise Costa.

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