ONU lança apelo de US$ 111 milhões para Coreia do Norte

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Ocha defende que sete em cada 10 pessoas enfrentam insegurança alimentar; além de alimentação montante deve ser aplicado em áreas como saúde, nutrição, água e saneamento.

Necessidade de garantir condições mínimas. Foto: Ocha//David Ohana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas lançaram um apelo de US$ 111 milhões para financiar operações humanitárias na Coreia do Norte em 2015.

De acordo com o coordenador residente da organização no país, a situação humanitária é silenciosa e subfinanciada. Ghulam Isaczai falou da persistência de necessidades prolongadas e graves de milhões de pessoas, que precisam de um financiamento sustentado.

Alimentação

Os fundos devem ser aplicados em atividades de alimentação, agricultura, saúde, nutrição, água e saneamento.

A mais recente avaliação do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, destaca que 70 % dos 24,6 milhões de habitantes enfrentam a insegurança alimentar. São 18 milhões de pessoas incapazes de ter acesso a uma dieta nutritiva adequada e diversificada para viver de forma saudável.

 

Os índices de desnutrição continuam a ser um problema de saúde pública, segundo o escritório. A taxa de desnutrição crónica, ou nanismo, entre menores de cinco anos é de 27,9%.

Mortes

Cerca de 4% dos menores afetados estão gravemente desnutridos, de acordo com a Pesquisa Nacional de Nutrição de 2012. A desnutrição é uma causa fundamental de morte e doenças de mães e crianças.

Mas a prestação de serviços de saúde é também considerada inadequada. Muitas áreas da Coreia do Norte não estão equipadas com instalações suficientes, equipamentos ou medicamentos.

Doenças

Os serviços inadequados de água potável e saneamento estão entre os principais problemas que contribuem para o alto nível de doenças crónicas, infeções respiratórias e doenças causadas pela água.

A produção alimentar é prejudicada pela falta de recursos agrícolas como sementes e fertilizantes, sendo “altamente vulnerável a choques, particularmente a catástrofes naturais como inundações”.

Isaczai considerou vital que os doadores “respondam rapidamente e generosamente” ao pedido, para permitir que agências de auxílio possam lidar com a situação humanitária da Coreia do Norte.

Como sublinhou, as necessidades humanitárias devem ser separadas dos assuntos políticos para que haja capacidade de garantir condições mínimas de vida aos mais vulneráveis especialmente mulheres, crianças e idosos. 

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