OMS quer reduzir mortes por malária em 90% até 2030

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É possível prevenir a doença, mas ainda assim, meio milhão de pessoas morrem por ano; estratégia da Organização Mundial da Saúde começa a valer em 2016; na África, apenas uma em cinco crianças recebe tratamento.

O uso de inseticidas e de mosquiteiros ajuda a prevenir a picada do mosquito. Foto: OMS/S. Hollyman

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, criou uma estratégia global para diminuir as mortes por malária. O plano para o período 2016-2030 foi produzido em parceria com países onde há mais casos.

O primeiro objetivo é reduzir as mortes em 40% até 2020 e depois trabalhar para redução de 90% das fatalidades até 2030. A OMS também quer erradicar a malária de 35 países durante os próximos 15 anos.

Transmissão

Ao apresentar a estratégia esta quinta-feira, em Genebra, a agência da ONU destacou a necessidade urgente de resolver falhas na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da malária.

A doença é causada por um parasita, transmitido pela picada de mosquitos infectados. No corpo humano, esses parasitas se multiplicam no fígado e depois infectam as células sanguíneas.

Febre, dor de cabeça e vômitos são os sintomas, que aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito. Segundo a OMS, em vários países, os parasitas já estão resistentes aos medicamentos. O uso de inseticidas e de mosquiteiros ajuda a prevenir a picada do mosquito.

Crianças

Por ano, mais de 500 mil pacientes com malária morrem, sendo que três quartos das vítimas são crianças menores de cinco anos. Apenas uma entre cinco crianças africanas com malária recebe tratamento.

Também na África, 15 milhões de grávidas não receberam uma única dose de medicamentos preventivos em 2013 e 278 milhões de habitantes do continente vivem em casas sem mosquiteiros tratados com inseticida.

O alerta da OMS antecede o Dia Mundial da Malária, em 25 de abril e por isso a agência da ONU está pedindo ampliação das medidas de prevenção.

Tratamento e Prevenção

Nesta semana, a OMS também atualizou suas recomendações sobre tratamento da malária. Para casos menos complicados, o indicado é utilizar  medicamentos à base de artemisinina.

Quando há suspeita, a OMS recomenda testes de diganóstico rápido, amplamente disponíveis, mas ainda assim, 40% dos africanos com suspeita de malária não são testados.

A agência destaca que vários países já se comprometeram a eliminar a malária, como Angola, Moçambique, África do Sul e Zimbábue. Nações da América Central e do sudeste da Ásia também trabalham com a OMS para erradicar a doença.

Para o sucesso da nova estratégia, a OMS afirma ser essencial forte compromisso político e amplo financiamento, incluindo investimentos no controle da malária, em pesquisas e nos sistemas de saúde.

A OMS lembra ser preciso combater a resistência dos parasitas a antibióticos e a inseticidas. O envolvimento dos governos e os financiamentos ajudaram a evitar 4 milhões de mortes por malária desde 2001.

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