OMS lança plano para acabar com transmissão do ebola nos países africanos

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Documento apresenta atividades que a agência da ONU vai realizar até o final do ano para acabar com a propagação da doença; outros objetivos incluem prevenir novos surtos do vírus em diferentes áreas e países, e reativar com segurança serviços essenciais de saúde.

Profissionais de saúde em Freetown, Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou esta terça-feira seu plano de resposta estratégica 2015 para o surto de ebola na África ocidental.

O documento apresenta as atividades que a agência da ONU vai realizar até o final do ano para acabar com a transmissão da doença nos países atingidos. O plano tem como base as lições aprendidas nas últimas operações e os avanços alcançados até o momento.

Objetivos

A iniciativa dá continuidade ao documento de agosto de 2014 que definiu a estratégia central por seis meses, até fevereiro deste ano.

Os objetivos estratégicos da OMS incluem: acabar com a transmissão do vírus nos países afetados; prevenir novos surtos do vírus em novas áreas e países; reativar com segurança serviços essenciais de saúde e aumentar a resiliência.

Outras metas da agência são acelerar pesquisa e desenvolvimento sobre o ebola e coordenar a resposta nacional e internacional à doença.

Prioridades

As prioridades do plano incluem limitar a propagação do vírus às áreas de litoral dos três países mais afetados antes da estação das chuvas e identificar e isolar todos os novos casos, além de confirmar que eles vêm de cadeias de transmissão conhecidas.

O plano também destaca chegar à marca de "zero caso" através de vigilância rigorosa, investigação e gestão dos casos e rastreio dos contatos.

Para a OMS, isto só pode ser alcançado com a vigilância e colaboração de seus parceiros e governos dos países mais afetados.

Escala Sem Precedentes

Segundo a agência da ONU, o surto de ebola na África ocidental é sem precedentes em sua escala, gravidade e complexidade.

A OMS afirma ainda que Guiné, Libéria e Serra Leoa estão lutando para controlar a epidemia em um cenário de extrema pobreza, sistemas de saúde fracos e costumes sociais que dificultam pôr um fim à transmissão entre pessoas.

A agência da ONU explica que foi possível alcançar um progresso encorajador na região. Mas ainda são necessárias ações para interromper todas as cadeias de transmissão nos países mais afetados, prevenir a propagação da doença a países vizinhos e reativar serviços essenciais de saúde.

Segundo a OMS, houve um rápido declínio dos picos de mais de 800 casos por semana em outubro e redução substancial na quantidade de distritos com transmissão ativa nos três países.

No entanto, o número de casos semanais desde o fim de janeiro deste ano tem permanecido estável. A agência afirma que isto é, em grande parte, devido à transmissão persistence nas áreas do oeste da Guiné e de Serra Leoa. As capitais Conacri e Freetown, e seus arredores, são focos específicos de preocupação.

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