OMS condena ataques a hospitais no Iêmen

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Agência da ONU pediu maior acesso aos serviços de saúde; Unicef conseguiu entregar suprimentos médicos urgentes no sul do país; material vai atender a 500 mil pessoas por um período de três meses.

Unicef conseguiu entregar suprimentos médicos na região sul do Iêmen. Foto: Unicef/NYHQ2015-0800/Mohammed

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, condenou esta terça-feira, os ataques contra hospitais e clínicas no Iêmen.

O representante da agência da ONU no país, Ahmed Shadoul, afirmou que "a demanda por serviços de saúde é muito grande e que a ameaça constante contra trabalhadores de saúde e hospitais impede uma resposta eficaz".

"Saúde é Neutra"

Segundo a OMS, trabalhadores de saúde e ambulâncias levando pacientes estão sob risco de ataque. Em Sanaa, a capital do país, vários funcionários abandonaram seus postos de trabalho temendo qualquer tipo de ação no local.

Shadoul afirmou que "a saúde é neutra e não pode ser atacada. O sistema deve continuar funcionando e remédios e equipamentos devem ser entregues onde são necessários".

A OMS pediu a todos os lados envolvidos no conflito no Iêmen que respeitem e protejam a integridade dos sistemas de saúde, e garantam a segurança de trabalhadores e dos pacientes.

Suprimentos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, conseguiu entregar esta terça-feira suprimentos médicos na região sul do país.

O material, que inclui remédios e equipamentos, foi levado de barco até a cidade de Áden e vai ser suficiente para atender 500 mil pessoas por um período de três meses.

Segundo o Unicef, será possível agora tratar 7 mil crianças que sofrem de diarreia aguda e foram fornecidos kits de saúde para ajudar no parto de 2,5 mil bebês.

Outras regiões muito atingidas pelo conflito, como Al Dhale, Lahj, Abyan e Shabwa, também vão receber ajuda.

Violência

O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, afirmou que a violência em Áden suspendeu os serviços de atendimento em dois importantes centros de saúde.

Nesta segunda-feira, extremistas entraram atirando no principal hospital da cidade e pacientes e médicos foram obrigados a fugir do local.

O Ocha diz ainda que depois do ataque da semana passada, o maior hospital da cidade de Haradh, que atende a mais de 150 mil pessoas, está praticamente vazio.

Organizações humanitárias calculam que mais de 300 mil pessoas estão deslocadas por causa do conflito, principalmente em Hajjah, Al Dhale e Abyan.

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