OIM ajuda a repatriar migrantes devido à violência xenófoba na África do Sul

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Ataques na cidade de Durban fizeram seis mortos e cerca de 100 feridos; grande parte das vítimas é composta por africanos; chefe do escritório no país disse haver até 3 mil migrantes em centros de acolhimento.

OIM está a apoiar o repatriamento de migrantes que decidiram voltar para os países de origem. Foto: OIM África do Sul (arquivo)

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou que está a apoiar o repatriamento de migrantes que decidiram voltar para os países de origem após a eclosão da violência xenófoba na cidade de Durban, na África do Sul.

Em conversa com a Rádio ONU, de Pretória, o chefe da missão da agência disse que seis pessoas já morreram desde finais de março quando iniciaram os ataques contra estrangeiros, na maioria africanos. Cerca de 100 ficaram feridas e até 3 mil migrantes devem estar acomodados em centros de acolhimento.

Operações

Richard Ots contou que, em termos de resposta, a OIM está a ajudar a repatriar as vítimas que incluem feridos que pediram para voltar para casa. O responsável  disse ainda que a agência coordena essas operações com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

O representante informou que às autoridades sul-africanas, essas entidades têm pedido o fim imediato da violência, mais esforços para fazer cumprir a lei e que mais membros da polícia sejam enviados para deter a violência.

Ots disse que as outras necessidades são a proteção dos migrantes e que seja garantido que os autores dos ataques sejam levados à justiça e a tensão seja minimizada.

Má Perceção

Segundo ele, o sentimento é de que a violência deve-se à má perceção do papel dos migrantes. Como contou, em alguns locais dizem que migrantes vão para o país para tirar trabalho dos cidadãos locais, obter vantagens da proteção social e de programas de saúde.

O responsável disse que entre as alegações estão o planeamento de crimes, o casamento de mulheres sul-africanas e outros motivos usados para justificar a violência contra migrantes.

A OIM disse que acompanha a situação e troca informações com parceiros, que incluem o governo, sobre os progressos. Por outro lado, junto das pessoas defende a retomada da atitude normal diante dos migrantes.

De acordo com Ots, está a ser dada atenção à província de Gauteng, de onde surgem focos da violência contra estrangeiros em Joanesburgo.

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