Em Bissau, embaixador brasileiro pediu mais atenção a questões de género

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Representante do Brasil junto à ONU preside a Comissão sobre o Estatuto da Mulher; diplomata esteve esta semana no país e expressou otimismo com agenda de reformas e progressos em várias áreas.

Antonio Patriota. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

O embaixador do Brasil junto à ONU, Antonio Patriota, afirmou que a Guiné-Bissau tem diante de si uma oportunidade histórica de superar os ciclos de crise, violência e estagnação.

O diplomata concluiu uma visita ao país na qualidade de  presidente da Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher, CSW.  Patriota disse  haver obrigação de dar uma atenção diferenciada à questão do género e mostrou-se convencido que a promoção da paz tem vínculos com a igualdade ao falar da deslocação.

Nova Etapa

"O propósito era justamente de transmitir às autoridades Bissau-Guineenses a confiança da comunidade internacional conforme refletida nas Nações Unidas em Nova Iorque em uma nova etapa na vida do país caraterizada por um governo democraticamente eleito e legítimo."

Compromisso

O também presidente da Estratégia para a Configuração das Nações Unidas para a Construção da Paz na Guiné-Bissau reiterou às autoridades nacionais a confiança internacional em meio ao retorno do país para a normalidade constitucional. Patriota  disse que as novas autoridades têm um compromisso genuíno com o povo.

Iniciativas

O diplomata falou também do Fundo de Construção da Paz, um programa que coloca ao dispor recursos para apoiar iniciativas ou projetos estratégicos para o progresso do país. Um comité de pilotagem restrito foi criado para coordenar a aplicação dos referidos recursos, revelou António Patriota.

"Creio que esta assistência vai se conjugar com varias outras iniciativas financiadas pela União Europeia ou por outros doadores individuais, pelo Brasil, meu país, está também muito comprometido com o futuro da Guiné-Bissau e se comprometeu na Conferência de Doadores de Bruxelas com recursos na ordem de US$ 5 milhões."

Subordinação

O diplomata ressaltou a reforma nos sectores da defesa e segurança como chave da estabilidade do país e melhor forma de se institucionalizar a subordinação das Forças Armadas ao Poder Civil. Desta forma, defende que haverá um maior contributo para o reforço institucional e a consolidação da democracia.

Para Antonio Patriota, o governo guineense dispõe do respeito necessário para avançar com uma agenda de reformas e de progresso nos campos institucional, económico e social.

No país, Patriota manteve encontros com o presidente da Guiné-Bissau, o primeiro-ministro, a ministra da Defesa e o chefe do Escritório da ONU em Bissau.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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