Na Assembleia Geral, líderes destacam que religião não pode dividir povos

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Deputado de Portugal que participa do encontro lembra dos migrantes que arriscam suas vidas no Mediterrâneo fugindo de perseguições religiosas; Pedro Roque, do PSD, declara que "a religião apoia a paz e não a guerra".

Muçulmanos no Quênia. Foto: ONU/Arquivo

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Continua pelo segundo e último dia o debate de alto nível na Assembleia Geral da ONU sobre promoção da tolerância e da reconciliação, que tem como foco o combate ao extremismo violento.

Participam líderes de governos, acadêmicos e representantes de várias religiões, incluindo muçulmanos, judeus e cristãos. O deputado Pedro Roque, do Partido Social Democrata de Portugal está presente na reunião, em Nova York.

Migrantes

Roque representa também a Associação Parlamentar do Mediterrâneo, um fórum com integrantes de parlamentos de vários países da região. Em entrevista à Rádio ONU nesta quarta-feira, o deputado lembrou dos migrantes que arriscam suas vidas no mar, muitas vezes fugindo de perseguições políticas ou religiosas.

"Quer na viagem, enfrentam, eu diria, o inferno, e quando muitas vezes conseguem aportar enfrentam situações de discriminação por não estarem legalizados e a Europa acaba por não se revelar o El Dorado que eles estavam à espera. Portanto, é fundamental o papel da aproximação e do entendimento entre os povos, nesse caso, das duas margens do Mediterrâneo."

Guerras

Segundo o deputado português Pedro Roque, os líderes reunidos na Assembleia Geral estão reforçando a ideia de que a religião não pode dividir povos.

"Muitas vezes faz-se a guerra em nome de uma religião. E como aqui já foi dito por muitas pessoas das mais diferentes religiões, nenhuma religião propõe a violência, nenhuma religião promove o ódio. As religiões são o suporte da paz e não o suporte da guerra."

O deputado Pedro Roque explicou também que o encontro de alto nível na Assembleia Geral discute a situação no Oriente Médio e a instabilidade em vários países do norte da África, como o Egito e a Líbia.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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