Muitos refugiados impedidos de sair do Iémen, diz Acnur

Agência regista chegada em massa de cidadãos do país e antigos migrantes em portos da Somália e do Djibuti; Unicef fala de hospitais pressionados ao alertar para risco de surtos devido ao conflito.

Crianças no Iémen. Foto: Acnur/P. Rubio Larrauri

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 900 pessoas chegaram à região do Corno de África a partir do Iémen somente nos últimos 10 dias, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

A maioria dos 582 recém-chegados ao porto de Bossassa na Somália é composta por cidadãos do país. Mas o grupo também inclui iemenitas, etíopes e cidadãos do Djibuti. No porto djubutiano de Obock foram registados 317 iemenitas.

Falta de Combustível

De acordo com relatos, o conflito faz com que as pessoas tentem sair em grande número do Iémen, mas são impedidos pela falta de combustível e as altas taxas cobradas pelos operadores do barcos.

A agência disse que vai continuar com as suas operações de dentro do país asiático apesar da escalada dos combates. Uma estimativa da OMS aponta para mais de 600 mortos e 2 mil feridos desde março.

Exames Médicos

À sua chegada nos portos africanos, os refugiados receberam comida, água, e exames médicos. Do lado iemenita, os portos estão a fechar e os barcos não autorizados a sair, segundo relatos dos recém-chegados.

Entre os retornados estava um somali que foi separado da sua esposa e filha, quando fugia de bombardeamentos na cidade de Aden. Ele conseguiu embarcar após ter-se escondido durante três dias no porto.

A agência disse que nas áreas urbanas, muitos refugiados tornam-se cada vez mais vulneráveis com o intensificar dos combates. Um grande número ficou sem emprego e tem dificuldades de acesso aos serviços.

Entretanto, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, anunciou o descarregamento do primeiro lote de suprimentos médicos urgentes transportado por via aérea esta sexta-feira no Aeroporto Internacional de Sanaa.

Materiais Insuficientes

A agência defende que hospitais estão sob crescente pressão e com materiais insuficientes para gerir um grande número de vítimas. A agência alertou para um aumento do risco de surtos de doenças com a interrupção dos sistemas de água e saneamento.

A mercadoria é composta por antibióticos, ligaduras, seringas, dispositivos intravenosos e outros suprimentos médicos para até 80 mil pessoas. Para cerca de 20 mil crianças foram levados materiais de armazenamento de água.

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