Moçambique com “resultados muito satisfatórios” do combate à malária

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OMS afirma tratar-se de um esforço de vários setores que deve envolver o saneamento e a prevenção; com Angola, país integra grupo que pretende eliminar a doença nos próximos cinco anos.

Dia Mundial de Combate à Malária. Foto: Unicef Moçambique

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Um técnico da Organização Mundial da Saúde, OMS, reiterou que 2015 pode ser um ano de resultados muito satisfatórios no combate à malária em Moçambique.

O oficial de Monitoria e Avaliação da agência, Eduardo Celades, explicou à Rádio ONU, em Maputo, porque os progressos no combate à doença são uma preocupação.

Casos

"O mais importante é aumentar a cobertura da intervenção chave e também fortalecer os sistemas nacionais, de saúde comunitária para conseguir que todos os casos de malária sejam confirmados antes do tratamento."

Este 25 de abril é o Dia Mundial de Combate à Malária.

Faixa de 1 milhão

O diretor do Programa Nacional do Combate à doença em Moçambique, Baltazar Candrinho, afirmou que  o desafio é reduzir os casos nos próximos anos.

"Trabalharmos cada vez mais no sentido de reduzir os casos de malária. No último ano passado, tivemos 5,4 milhões de casos de malária. Este ano, ainda estamos no primeiro trimestre e, felizmente, estamos a notar um controlo se nos comparar primeiro trimestre deste ano com do ano passado. Nós ainda não atingimos a faixa de 1 milhão de casos."

Como Angola, Moçambique integra a iniciativa "Eliminação 8" que visa eliminar a malária até 2020. O grupo integra também países da África Austral como Botsuana, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabué. Candrinho considerou positiva a iniciativa.

Colaboração

"Nós, estando nesta zona e fazendo fronteira com países que estão a caminhar para eliminação da malária, pretendemos contribuir para que alcancem a eliminação da doença na África do Sul e Suazilândia. Contribuir é colocar medidas fortes no país no sentido de reduzir o número de casos, de maneira que não passemos a importar casos de malária para esses locais."

Uma visão para a qual a OMS desenvolveu uma nova estratégia global para o período 2016-2030. O plano será revisto na Assembleia Mundial da Saúde, em maio.

Nova Estratégia

Eduardo Celades explicou os desafios partilhados pela agência da ONU para o setor da saúde em Moçambique, que incluem o acesso a grupos mais expostos à enfermidade.

"Para que todos os casos confirmados de malária sejam documentados e notificados, para se identificar as regiões e as populações que estão mais em risco."

Desenvolvida em estreita consulta com os países endémicos e parceiros, a nova estratégia da OMS pretende reduzir a carga da doença por 40% até 2020, e em pelo menos 90% até 2030.

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