Mediterrâneo: OIM diz que 2015 pode ser o ano com mais mortes de migrantes

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Até esta terça-feira, número de pessoas que perderam a vida rondava 1.780; agência destaca número crescente de migrantes da África Subsaariana; mais de 600 pessoas foram resgatadas pela marinha italiana desde sábado.

Este ano pode ser o mais mortífero de que se há registo para os migrantes no mar Mediterrâneo. Foto: OIM

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que 2015 pode ser o ano mais mortífero de que se há registo para os migrantes no mar Mediterrâneo.

O “mais marcante é a taxa de mortes” durante o período em comparação com o ano passado, destacou o diretor regional da agência para o Mediterrâneo, Frederico Soda.

Tunísia e Egito

Em nota, a OIM indica que cerca de 1.780 pessoas perderam a vida, incluindo os migrantes mortos nas águas ao largo da Tunísia, da Grécia e da Líbia.

Em termos de chegadas por mar este mês, até esta terça-feira, a OIM na Itália tinha contado 14.908 migrantes. Em abril de 2014, 15.682 migrantes chegaram na Itália a partir da Líbia e do Egito, um total que “pode ser ultrapassado nos próximos três dias”.

Mulheres e Crianças

O Ministério do Interior da Itália revelou que nos quatro primeiros meses do ano passado, 26.644 migrantes chegaram ao país. A OIM espera que a cifra seja ultrapassada nos próximos dias, já que até 27 de abril tinha contado 25.703.

Soda destacou o número sem precedentes de mortos este mês, ao lembrar a chegada crescente de migrantes subsaarianos. Na segunda-feira, a marinha italiana apresentou 267 homens, mulheres e crianças ao porto de Taranto. As nacionalidades ainda não foram determinadas.

No sábado, 334 migrantes desembarcaram no porto italiano de Augusta após terem sido resgatados pela Itália. Os migrantes, que incluíam 46 mulheres e um menor de 5 anos, eram compostos por cidadãos somalis, malianos e nigerianos.

A OIM disse aplaudir as declarações do secretário-geral a bordo do navio de guerra italiano San Giusto, na Sicília. Ban Ki-moon apelou a todos os países da União Europeia que trabalhem para encontrar soluções políticas para a Líbia e em outras áreas do norte de África.

Soda também elogiou a UE pelos seus esforços na operação Triton, ao expressar a expectativa de que o novo mecanismo no Mediterrâneo seja capaz de resgatar todos os barcos em perigo.

A OIM destaca que as chamadas de socorro recebidas este ano foram todas feitas a partir de mais de 100 milhas da costa italiana, fora da área patrulhada pela operação Frontex, que controla as fronteiras da UE.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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