Guiné-Bissau: OMS elogia parceria na preparação contra ameaça do ébola

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Agência alertou para ativação de mecanismos para travar progressão do vírus; representante residente quer melhorar cooperação para que saúde seja prioritária.

Ayigan Kossy destacou a mobilização dos recursos

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

Celebra-se este 7 de abril o Dia Internacional da Saúde sob o lema "uma boa alimentação".

A Rádio ONU em Bissau conversou com o representante residente da Organização Mundial da Saúde, OMS, Ayigan Kossi, que confirmou a relação entre a saúde e uma boa alimentação.

Contingência

Mas o responsável ressaltou o ébola como a questão proeminente este ano no país. Apesar de o surto não ter chegado à Guiné-Bissau,  Kossi destacou os níveis de preparação que considerou aceitáveis. Uma missão internacional de apoio esteve no país em novembro e fevereiro últimos.

Mesmo sem o registo de casos suspeitos na Guiné-Bissau,  o responsável afirmou que  a vigilância deverá continuar.

Parceiros

Os êxitos deveram-se, em parte, ao sucesso na execução do plano de contingência proposto pela OMS na sequência dos primeiros casos identificados na vizinha Guiné-Conacri, disse Kossi. A iniciativa foi validada pelos parceiros do desenvolvimento sanitário e adotada pelo governo.

O plano de contingência define as linhas mestras da ação das populações do país em relação a prevenção do vírus, sublinhou Ayigan Kossi.

Recursos Financeiros

Ele realçou, entretanto, o papel desempenhado pela OMS na mobilização dos recursos financeiros e materiais para fazer face a ameaça no país.

O representante afirmou ainda à Radio ONU que a sua organização foi a primeira a alertar o governo a acionar mecanismos para travar a progressão do vírus em direção a Guiné-Bissau.

Coordenação

Kossi  disse que o país recebe assistência com advocacia com vista a mobilização de recursos para poder executar as acções previstas no plano de contingência.

Recentemente, o governo guineense adotou uma lista de verificações da OMS, com ações sob as quais deve ser conduzida a prevenção, revelou Ayigan Kossi. Ele é mentor da criação da Comissão Interministerial de Alto Nível para a Coordenação da Luta Contra o Ébola.

Ações em Curso

Apesar da situação do ébola continuar preocupante em países como a Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, onde alguns casos foram reportados semana passada, melhorias significativas foram registadas.

Ayigan Kossi avançou porém que medidas preventivas contra a doença continuam bem ativas na Guiné-Bissau. A OMS aponta que 25.228 pessoas foram infetadas pelo vírus que matou mais de 10.462 pacientes, esmagadora maioria dos quais na África Ocidental.

Parceria

A OMS tem um plano de cooperação técnica bienal com o governo guineense que prevê melhorar a parceria, advogando para que a saúde conste entre as prioridades do governo.

A iniciativa prevê ainda que seja colocado à disposição do país os meios necessários ao combate as epidemias e doenças preveníveis, além de fazer com que o ambiente seja favorável à saúde.

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